[[legacy_image_201806]] A Portuguesa Santista definiu nesta segunda-feira (22) à noite, em reunião do Conselho Deliberativo, aceitar a proposta do Grupo Peralta, que tem um projeto para construir um complexo residencial e comercial em parte da área ocupada pelo clube desde 1971. Cedida pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU) em comodato, a área federal abriga a sede social da Portuguesa e foi arrematada em leilão pelo grupo empresarial, em junho do ano passado, com outro terreno, também cedido em comodato pela União, à Associação Atlética dos Portuários de Santos. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Pela proposta do Grupo Peralta, a Portuguesa permanece em seu reduto histórico, com o Estádio Ulrico Mursa, construído em terreno do próprio clube. E terá a cessão de 6,33 metros no fundo do terreno e 4,24 metros na lateral, onde funciona um estacionamento de caminhões, para fazer adequações necessárias à praça esportiva. A sede social, o salão do conselho e o ginásio do clube serão demolidos para a construção de um prédio de cinco andares, que comportará toda a parte social da Portuguesa. A obra será bancada pelo Grupo Peralta e tem previsão de oito meses para conclusão, após o início da empreitada. O clube também receberá patrocínio de R\$ 135 mil mensais do grupo empresarial, em um contrato válido por dois anos. De acordo com o presidente da Briosa, Sérgio Schlicht, a única mudança prevista no projeto para o Ulrico Mursa é a modernização da fachada do estádio, que comporta 7,4 mil torcedores. Conselheiros levantaram a possibilidade de o clube negociar com o grupo a construção de uma arquibancada para 2,6 mil torcedores, atrás do gol de entrada do estádio. Isso aumentaria sua capacidade para 10 mil, número exigido pela Federação Paulista para os clubes que disputam a primeira divisão. Atualmente, a Briosa disputa a Série A2. Satisfação A apresentação do projeto pelos presidentes do clube e do Conselho, José Ciaglia, agradou aos cerca de 30 conselheiros que acompanharam a reunião. E foi celebrada pelo fato de manter o clube no local. No ano passado, o Grupo Peralta havia acenado com outra proposta, que previa assumir a área pertencente à Portuguesa. Em troca, construiria uma nova sede social para o clube em Santos e um estádio para 10 mil pessoas em Praia Grande. Na época, a proposição gerou revolta de muitos torcedores e conselheiros da Briosa, que não aceitavam que o clube, de raízes santistas, mudasse de cidade. A repercussão negativa foi grande e, em 5 de outubro de 2021, o Grupo Peralta retirou a proposta, que nem chegou a ser apreciada pelo Conselho Deliberativo. Antes disso, uma comissão, formada em junho do ano passado para analisar futuros melhoramentos da sede e acréscimo de patrimônio, vinha negociando com o grupo. “A comissão entendeu que o que é bom para a Portuguesa, no momento, é aceitar esse oferecimento. A Portuguesa não perde nada. Pelo contrário, ela agrega mais patrimônio. E por isso que a comissão entendeu aprovar. Não é nem aprovar, é aceitar o oferecimento pelos representantes do Grupo Peralta”, disse José Ciaglia. Segundo ele, os próximos passos serão dados pela Diretoria Executiva do clube, encaminhando a decisão ao Grupo Peralta. A Tribuna procurou o Grupo Peralta para saber se o empreendimento a ser construído continuará o mesmo anunciado em setembro passado, que previa um complexo residencial e comercial no Bairro Jabaquara, mas não teve retorno.