[[legacy_image_4069]] A Justiça ordenou a desocupação do centro de transporte operacional e distribuição de encomendas dos Correios na Zona Noroeste, em Santos, por risco de desabamento. O imóvel, onde atuam cerca de 100 trabalhadores em três turnos, tem problemas estruturais graves, segundo três fiscalizações recentes. Os Correios asseguram que não haverá prejuízo no atendimento. A decisão liminar (antecipada e de efeito imediato) é da juíza Graziela Conforti Tarpani, da 7ª Vara do Trabalho de Santos, atendendo a pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT), e deve ser cumprida até esta quinta-feira (4). Conforme os procuradores do Trabalho Gustavo Magalhães de Paula Gonçalves Domingues e José Pedro dos Reis, a unidade dos Correios, localizada na Avenida Jovino de Mello, 105, no bairro Santa Maria, “expõe os trabalhadores a grave e iminente risco à integridade física, segurança e saúde, seja pela ausência de adequada proteção contra incêndios, seja pelas condições estruturais precárias da edificação”. Entre as irregularidades do imóvel, constatadas em fiscalizações realizadas em 5 de fevereiro e 7 de março, estão rachaduras e mofo nas paredes, forro do teto danificado, piso com buracos, vidraças de janelas quebradas e extintores e mangueiras de combate a incêndio com prazo de validade vencido. Risco de colapso Um laudo de perito judicial, em uma terceira vistoria, concluiu que a estrutura “possui patologias graves e, como causa, poderá vir a entrar em colapso em curto prazo de tempo”. Por isso, a juíza ordenou a interdição do imóvel em, no máximo, cinco dias, contados a partir da intimação dos Correios. O centro de distribuição deve permanecer fechado até a solução dos problemas ou se apresentar outro local, que respeite as normas de segurança e meio ambiente do trabalho, para instalação da unidade. Conforme o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares (Sintect) de Santos, José Antonio da Conceição, a unidade é o centro mais importante da Baixada Santista, onde se concentram todas as encomendas a moradores da região. De lá, saem para os centros de distribuição domiciliares para entrega aos consumidores. Resposta Em nota, os Correios declararam ter recebido a intimação para desocupação do imóvel na última sexta-feira (29). O prazo de cinco dias, portanto, termina nesta quinta-feira. “Os Correios estão adotando providências imediatas, junto ao proprietário do imóvel, para que os reparos solicitados pelo fiscal do trabalho sejam atendidos o mais breve possível”, indicou o texto. A estatal disse, ainda, que “estão sendo adotadas medidas para que as encomendas distribuídas pela unidade sejam entregues pelas demais unidades de distribuição da região”. “Desta forma, a população não será prejudicada, e a entrega de encomendas na cidade de Santos será mantida em dia”, assegurou a empresa.