[[legacy_image_182547]] Na Semana do Meio Ambiente, a Política Municipal de Educação Ambiental se tornou lei em Santos. Com objetivo de formar cidadãos mais conscientes, a lei, publicada no Diário Oficial de ontem, torna a questão ambiental obrigatória e planejada nas escolas. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O secretário de Meio Ambiente de Santos, Marcos Libório, explica que haverá um eixo para a gestão pública sobre o tema, “tanto na questão de planejamento quanto no ensino, quando se fala de conteúdo programático da escola”. Ele relembra que o município já trabalha com a cultura oceânica, também estabelecida por lei. “Mas essa nova política amplia a questão ambiental na sala de aula. Ou seja, falaremos também de Mata Atlântica, de mudanças climáticas e todos os eixos ambientais que tratam do convívio da sociedade com o meio ambiente”, explica. Segundo ele, o tema será abordado de forma permanente, constante e planejado na educação municipal. “Precisamos ter infraestrutura. As escolas precisam ser ambientes de debate ambiental. Então, nós temos que fomentar a presença, por exemplo, de situações de coleta de óleo nas unidades. Não é simplesmente falar da coleta de óleo, mas que as escolas funcionem também como um ponto de arrecadação”, diz. Para ele, o ideal é que os colégios proporcionem “um formato mais amplo de abordagem da política ambiental”, para que os jovens cresçam com a educação ambiental na rotina e, no futuro, não seja preciso pedir ações simples, como jogar o lixo no lugar certo. “Eu não espero estar daqui a dez anos pedindo para as pessoas separarem o lixo. Nosso investimento nas escolas é para formação de cidadãos mais conscientes e responsáveis de sua participação. Hoje, a gente vê muita cobrança de soluções ao Poder Público. Esperamos que haja responsabilidade cidadã maior para que as pessoas possam construir as soluções ambientais juntamente com o Poder Público”, comenta. Construçãoda políticaA política faz parte do Programa Municipal de Educação Ambiental, construído nos últimos anos “com muita conversa, debate e participação da sociedade como um todo”. Marcos Libório descreve que fóruns foram realizados, com participação de universidades, escolas e associações, para que a política fosse estabelecida. De acordo com o titular da pasta de Meio Ambiente, os encontros ocorreram em parques públicos, como Orquidário, Jardim Botânico e Aquário Municipal. “A gente reunia pessoas envolvidas no tema para debater como poderia mudar”. Após a construção do projeto de lei, o texto foi para a Câmara, sancionado pelo prefeito Rogério Santos (PSDB) na segunda-feira e publicado na edição de ontem do Diário Oficial do Município. A Política Municipal segue os princípios da Política Estadual e do Programa Nacional de Educação Ambiental. Eles têm duração de dez anos e, como princípio, o envolvimento da sociedade para o desenvolvimento de uma postura crítica, a fim de que haja gestão participativa nas ações do setor.