Com policlínicas espalhadas por toda a cidade, pacientes destacam rapidez, acolhimento e acesso a medicamentos na rede pública de saúde (Vanessa Rodrigues/AT) As policlínicas de Santos, no litoral de São Paulo, se consolidaram como principal porta de entrada para a saúde pública municipal. Somadas, as 35 unidades realizam mais de 150 mil atendimentos por mês e, para muitos moradores, representam um serviço capaz de oferecer atendimento rápido e próximo de casa com consultas, distribuição de medicamentos, curativos e renovação de receitas. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O secretário municipal de Saúde, Fábio Lopez, pontua que a policlínica mais nova da rede foi inaugurada na Vila Gilda e uma nova unidade no Morro do Pacheco deve ser entregue. De acordo com ele, mais de mil profissionais atuam diretamente na atenção primária do município. A rede é composta por unidades tradicionais e por Estratégias de Saúde da Família (ESF). Entre as unidades com maior movimento da cidade, Lopez destacou as policlínicas Conselheiro Nébias, Embaré, Aparecida e Marapé. Já entre as ESFs, a maior demanda é registrada nas unidades da Vila Gilda, Rádio Clube, Estuário, Areia Branca, Castelo e Caneleira. Segundo ele, a procura pela atenção básica deve continuar crescendo nos próximos anos. “A gente sempre vai trabalhar para que as pessoas acessem mais a atenção primária. O primeiro contato com a saúde deve ser na policlínica, visando a prevenção e o cuidado integral”. Público é direcionado para a policlínica mais próxima da residência em Santos (Vanessa Rodrigues/ AT) Novidades e investimentos Além disso, o município da Baixada Santista prepara novas ferramentas digitais para facilitar o acesso da população aos serviços. Atualmente, consultas são agendadas na policlínica de referência do paciente, de acordo com o endereço de residência. Em caso de necessidade de atendimento especializado, o encaminhamento pode ser realizado pelo sistema municipal. A Prefeitura trabalha na implantação de um aplicativo e de serviços pelo site para ampliar as opções de agendamento. Para os próximos anos, a Cidade pretende ampliar a estrutura da atenção básica, com novas unidades e reforço nas equipes. Além da entrega da Policlínica do Morro do Pacheco, a administração municipal projeta uma nova unidade na Vila Progresso e outra no Morro do Marapé. “O investimento na atenção primária é prioridade. A gente consegue ofertar mais qualidade de vida para o usuário quando fortalece esse atendimento preventivo e próximo da população”, afirmou o secretário. Prefeitura garante investimento contínuo na rede de atenção básica (Vanessa Rodrigues/AT) Atendimento Na última quinta-feira, na Policlínica Estuário, a operadora de empilhadeira Sara Pereira de Souza, de 31 anos, procurou a unidade pela primeira vez para retirar uma medicação contra alergia após atendimento em uma UPA. Recém-chegada a Santos, ela afirmou ter ficado satisfeita com a experiência. “Gostei muito. Foram bastante educados. É um ambiente muito organizado”. O aposentado Isaac Paulino de Araújo, de 75 anos, frequenta a unidade há anos para realizar curativos e acompanhar problemas de saúde. “Aqui, sempre me atenderam muito bem”. Uma das principais demandas nas unidades é a retirada de medicamentos. Na Policlínica Ponta da Praia, a autônoma Célia Regina Pinto Blanco, de 70 anos, disse utilizar frequentemente a rede pública de saúde. “Faço todos os procedimentos aqui. A única coisa ruim é que antes era até as 18 horas para pegar os remédios e agora passou para as 16 horas. Para quem trabalha, fica mais difícil”. Na Policlínica Embaré, a professora Maristela Simeão de Páscoa, de 59 anos, afirmou que a unidade costuma atender suas necessidades com “um atendimento muito humano. Não é mecânico”. O aposentado Jackson Milton Ribeiro, de 55 anos, esteve na unidade para buscar medicamentos para a filha e elogiou a receptividade encontrada. “Em muitos lugares públicos, a pessoa vira as costas ou responde mal. Aqui foi muito tranquilo”.