[[legacy_image_3637]] O Comando da Polícia Militar pretende desativar a Base Comunitária de Segurança do Campo Grande, em Santos, e substituí-la por bases móveis. Até o meio do ano, a 5ª Companhia do 6º BPM/I também mudará de endereço. Em um mês, o imóvel da base comunitária – uma casa alugada na Avenida Bernardino de Campos – será devolvido ao proprietário. A Prefeitura de Santos arca com os R\$ 6,2 mil de aluguel da propriedade. Com isso, a PM pretende instalar bases móveis comunitárias no bairro. Os locais serão escolhidos conforme o mapa da criminalidade. Em nota, a PM informa que a substituição ocorrerá porque “o perímetro de segurança atingido pela base é muito restrito, tendo em vista a iminente mudança da 5ª Companhia para as proximidades”. Ainda segundo a nota, “os estudos indicam que haverá maior efetividade com o redirecionamento dos policiais militares”, ampliando o perímetro de atuação e ajudando a melhorar a percepção de segurança. Além do policiamento comunitário com a Base Móvel, o bairro continuará atendido por patrulhamento de carros e motocicletas. Opiniões Moradores e comerciantes do Campo Grande estão divididos sobre as mudanças. Hoje, às 17 horas, haverá um encontro entre eles, o Conselho de Segurança (Conseg) do bairro e o Comando do Policiamento. “A gente não sabe se vai haver falta de policiamento tirando a base. Todo dia, fica estacionada uma viatura aqui na esquina. A gente nunca teve problema relacionado a segurança. Mas, talvez, não tendo mais a base, deve haver uma redução de viaturas na região”, afirma a farmacêutica Carolina Peckolt Campos. Há 19 anos, Ana Paula Sorbelo é gerente de uma loja de doces na Rua Carvalho de Mendonça, que fica perto da Base Comunitária. “É importante manter o policiamento. Se continuar, tá tudo certo. Mas dá um receio. Eles (PMs) tão sempre passando. E, às vezes, param a viatura aqui, ali e dão uma atenção. Antes, davam orientação, passavam o telefone pra gente. Agora, faz um tempo que isso não acontece”, afirma. “Na nossa ótica, a base ali está bem localizada, funciona muito bem e atende aos anseios da comunidade”, lamenta José Rodrigues Liberado, vice-presidente do Conseg do bairro. A reunião de hoje à tarde deverá servir para esclarecer as mudanças. “A intenção é informar, para que os moradores possam participar efetivamente da formação dessa base comunitária móvel. Nossa intenção é amparar o morador para que ele não se sinta esquecido”, afirma a vereadora Audrey Kleys (PP), que também participará do encontro. 5ª companhia A casa que hoje abriga a 5ª Companhia da Polícia Militar também deverá ser devolvida até o meio do ano, quando termina o contrato de locação. O aluguel é bancado pelo Governo do Estado. [[legacy_image_3638]] A expectativa é que os policiais militares se mudem para o antigo Colégio Braz Cubas, na Rua Heitor Penteado, no Marapé. O local está em obras para receber os novos ocupantes e será dividido com a Clínica-Escola do Autista.