[[legacy_image_226792]] Do início do ano até o final de outubro, a Secretaria de Serviços Públicos (Seserp) de Santos e uma empresa terceirizada contratada pela Administração Municipal executaram 10.883 serviços de poda de árvores nos bairros santistas. O campeão de ocorrências nos dez primeiros meses do ano é o Macuco, com 1.280 atendimentos; seguido pelo Embaré, com 1.190, e o Boqueirão, com 1.188 serviços executados pelas equipes. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Com média de 1.234 serviços realizados mensalmente, de janeiro a agosto passados, o número de ocorrências diminuiu sensivelmente em setembro, com 358, e outubro, que registrou 648 atendimentos. “Tivemos 35 dias de chuvas entre setembro e outubro, com 25 dias ininterruptos. Em dias de chuva é impraticável fazer esse trabalho”, explica o engenheiro agrônomo Ernesto Tabuchi, responsável pela Coordenadoria de Paisagismo da Seserp. Apesar de o verão ser a estação em que ocorrem chuvas mais volumosas na região, causando quedas de árvores, a secretaria lida com o problema durante o ano inteiro. “Tivemos fatos que aconteceram antecipadamente, em agosto, com uma ventania muito forte, e mais de 20 árvores caíram. Minha equipe teve que fazer a remoção dos troncos e tirar as árvores que caíram e causaram acidentes”, exemplifica Wagner Ramos, titular da Seserp. Prevenção De acordo com Ramos, a secretaria dispõe de quatro engenheiros agrônomos, que realizam um trabalho preventivo, levantando as condições de árvores que possam estar doentes ou que ofereçam risco de queda. “Essa equipe trabalha para poder identificar riscos potenciais e tomar as atitudes necessárias, que, às vezes, causam certo impacto na população e questionamentos de vários tipos. Mas esse aspecto (da vistoria) é, basicamente, técnico”, afirma o secretário. Nos casos em que a remoção da árvore é indicada, ela só acontece quando existe um serviço de conserto da calçada já formalizado. Do contrário, a árvore é cortada, ficando apenas o toco. “Quando você tira uma árvore, chega a causar um buraco na calçada de dois metros de diâmetro, com um metro de profundidade. Não dá para tirar e deixar daquela forma. Então, se a decisão da secretaria foi remover, precisa ter o contrato da execução da calçada de forma casada. Aí, a gente vai lá, retira o tronco, faz a calçada em seguida e libera o imóvel”, diz. Em média, o prazo para o pedido de um munícipe para que o serviço de poda de copa normal de árvore seja atendido é de três meses, enquanto a remoção ou poda de raiz pode levar até seis meses para ser contemplada. Segundo a Seserp, a atual demanda reprimida de árvores que precisam ser podadas em Santos é de 211. O atraso, de acordo com a secretaria, é motivado pelas constantes chuvas dos últimos meses. Atendimentos executados em 2022Janeiro - 1512Fevereiro - 1050Março - 1274Abril - 1142Maio - 1577Junho - 905Julho - 1129Agosto - 1288Setembro - 358Outubro - 648 Serviços devem custar R\$ 5,9 milhões este anoSegundo Ernesto Tabuchi, por mês, são registradas em torno de 1,5 mil solicitações de intervenções em árvores na Cidade. Entre os serviços executados, um deles é genericamente chamado de “levantamento”. “Quando é podada apenas a parte de baixo da copa da árvore, que é mais ou menos onde ficam as folhas que interferem na iluminação pública”, aponta. O “rebaixamento” é a diminuição da altura da árvore. Os serviços são executados por equipes da Seserp e da empresa Verdam, desde janeiro de 2020, quando venceu um pregão eletrônico promovido pela Prefeitura. A Administração prevê investir R\$ 5,9 milhões nos serviços neste ano. Em 2020, os gastos com a Verdam foram de quase R\$ 4,6 milhões. Em 2020, subiram para R\$ 5,5 milhões. “Nós fizemos aditamentos quantitativos de execução de serviço. Pedimos para aumentar o valor contratual para poder atender uma abrangência maior de serviços necessários”, justifica o secretário Wagner Ramos, sobre a alta de quase R\$ 1 milhão no custo do contrato entre o primeiro e o segundo ano.