[[legacy_image_203791]] Não à toa ele é defensor da causa animal. Político bravo, 'estilo pitbull', grita indignado quando defende ou critica um projeto na Câmara de Santos. Essa 'casca grossa' contrasta com a sensibilidade de um poeta (veja vídeo mais abaixo). Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O vereador Benedito Furtado de Andrade (PSB) lançará seu quinto livro de poesias - Espalhador de Sementes - nesta sexta-feira (2), às 18 horas, no Instituto Osvaldo de Rosis, na Praça Primeiro de Maio, na Ponta da Praia. A Tribuna mostra, no vídeo abaixo, a relação do vereador-poeta com seus versos. De quebra, ele recitou alguns de seus poemas. confira: [[legacy_image_203792]] Furtado explica que utiliza a escrita como hobby para expor seus sentimentos. “Na realidade, nós somos múltiplos. Dentro de cada um, existem vários. Somos muitos. Cada um tem os ‘seus eus’ e eu tenho esse meu lado de brincar com letras. Eu gosto disso, de formar palavras, escrever crônicas, poemas”, conta. “O pessoal que me conhece e nunca tinha lido nada meu, falam que não sou eu que escrevo, que não tem nada a ver comigo. Acham que por eu ser dirigente sindical, combativo, grevista, contestador e de esquerda, não combina muito com essa linha mais sentimental”, explica. Contudo, o vereador conta que gosta de ter esses diferentes lados e expor sem medo de pensamentos contrários. “Se você ler bem o que eu escrevo, vai ver que sou um cara contraditório, como todos nós. Somos um poço de contradição. Nós amamos e odiamos. Somos passivos e de múltiplas facetas”, afirma. “Quando fiz Jornalismo, meu sonho era ser um crítico de cinema e de música, mas acabei não exercendo porque eu trabalhava na Companhia Docas e ganhava cinco vezes mais do que um repórter de qualquer grande jornal. Era complicado, por questão financeira mesmo, acabei ficando no mundo portuário que era onde eu atuava”, comenta. Nascido em Sobral, no Ceará, Furtado chegou em Santos aos 12 anos. Foi eleito como vereador pela primeira vez em 1989. Dos cinco livros lançados pelo vereador-poeta, diversos temas são abordados, da vida política dele, desde desafetos até o trabalho no Porto e os animais do sítio dele. “Divago sobre as minhas múltiplas reflexões, meus amores, decepções e revoltas. Se você ler os meus livros, vai ver de tudo. Falo de pessoas que eu gosto, escrevi poemas para amigos. Quando encontro alguma razão para escrever sobre alguém, eu escrevo sobre aquela pessoa, seja um cara, cantor, ator”, diz. Seu próximo lançamento, o Espalhador de Sementes, tem este nome pois é a poesia que abre o livro. Ela fala sobre sua vida, energia, lucidez e o legado que deixa por onde passa. "Espalhador de Sementes é bem maior que os outros e é bem mais denso, mas é fácil de ler. Eu vou para o meu sítio, fico tomando um uísque, uma cachacinha, curtindo a natureza e escrevendo. Às vezes, acordo à noite e escrevo”, conta. [[legacy_image_203793]] Antes deste, Furtado lançou Um pouco de mim (2012), Massapê (2014), Doce Cidade (2016) e Sou (2020). O último foi o único a não ter um evento de lançamento, pois foi no início da pandemia. Em Sou, o vereador tentou descrever e falar sobre sua essência. O poema que abre a obra brinca com suas diferentes faces. “Você sabe quem sou? Sou o inesperado, a surpresa, o sobressalto, sou brisa e sereno, sou nostalgia, sua crescente paixão a cada dia”, cita. "Costumo refletir sobre tudo, a vida, a morte, a existência, meus sonhos, pesadelos, enfim. Eu transito nisso. Não me considero um escritor profissional, não sou um poeta. Costumo dizer que tem alguns loucos que me leem, que me seguem”, explica. O vereador compartilha seus textos em uma página do facebook com mais de 12 mil seguidores, chamada “Rascunhos de uma Vida - por Benedito Furtado”. Nela seus leitores curtem, leem, compartilham e comentam suas obras abertamente. “Não escrevo por obrigação, mas sim por prazer. Às vezes, estou com o celular na mão, aí eu vejo uma cena legal, uma flor, um pássaro e, de repente, eu faço um poema para aquilo. Não estou preocupado se vai sair bonito, se vai sair feio, se vai ter rima ou se não vai”, conclui. [[legacy_youtube_JTpfWzaM5zQ]]