Dos que votaram em Rogério no 1° turno, 94,2% manteriam a escolha. Dos eleitores de Rosana no último dia 6, votariam nela de novo 94,6% (Alexsander Ferraz/AT e Vanessa Rodrigues/AT) Rogério Santos, 52%. Rosana Valle, 42,3%. É o resultado do primeiro levantamento de intenções de voto feito pelo Instituto de Pesquisas A Tribuna (IPAT) neste segundo turno da eleição para a Prefeitura santista. A exemplo do resultado da primeira fase, o candidato à reeleição pelo Republicanos ficou à frente da deputada federal do PL. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Considerados os votos válidos, nos quais não se contam os nulos e em branco, Rogério recebeu 55,2% das preferências, e Rosana, 44,8%. Com base na margem de erro, de 3,2 pontos percentuais, ele teria entre 52% e 58,4%, e ela, entre 41,6% e 48%. Realizada na quarta e na quinta-feiras, a sondagem mostra que os eleitores de ambos são quase todos fiéis ao voto depositado uma semana atrás. Dos eleitores do prefeito, 94,2% disseram que votarão nele de novo, e declararam o mesmo 94,6% dos que optaram pela deputada. Um fator desequilibra os números das urnas no dia 6, de 43,29% dos votos válidos (descontados nulos e em branco) para o prefeito e 42,7% para a deputada: é a preferência expressa pelos eleitores da terceira colocada, Telma de Souza (PT) — e que ajuda a explicar o resultado desta primeira pesquisa no segundo turno. O IPAT constatou que 80,6% dos eleitores da petista afirmaram que votarão em Rogério Santos, e 9,2%, em Rosana Valle. Telma recebeu 13,4% do total de votos no primeiro turno, ou 31.423 sufrágios. Em uma projeção hipotética, é como se 25,3 mil dos que votaram em Telma optassem por Rogério, e cerca de 2,9 mil, por Rosana. Outros 4,1% dos entrevistados pretendem votar em branco ou nulo, 5,1% estavam indecisos e 1% não votará no dia 27. Intenções por Zona Ao se dividirem os entrevistados por zonas eleitorais (ZEs), Rogério Santos tem vantagem na 118a, que reúne bairros da Zona Noroeste, dos Morros e da região central: 59,4% a 33,9% para Rosana Valle, com 1,5% de votos em branco ou nulos, 4,7% de indecisos e 0,6% que não votará. Nas outras duas ZEs, há empate técnico entre Rogério e Rosana, com vantagem numérica para ele. Na 272a, majoritariamente composta por bairros da Orla, o resultado foi 48,6% a 46,2%, com 1,8% de votos em branco ou nulos, 3% de indecisos e 0,3% que não votará no dia 27. Na 273a ZE, onde se situam bairros da Zona Intermediária da Cidade, registraram-se 47,8% para Rogério, 46,7% para Rosana, 2,3% de votos nulos e em branco e 3,2% de indecisos. Comparando as urnas Para registro, estes foram os votos válidos computados no primeiro turno da eleição: na 118a ZE, 49,86% para Rogério Santos e 35,43% para Rosana Valle; na 272a ZE, 46,89% para Rosana e 38,86% para Rogério; na 273a ZE, 45,82% para a deputada e 40,90% para o prefeito. A terceira colocada na disputa, Telma de Souza, ficou com 14,06% dos votos na 118a ZE, 13,47% na 272a ZE e 12,7% na 273a ZE. Registro O IPAT ouviu 1.020 eleitores com 16 anos ou mais, pessoalmente, em Santos, nos dias 9 e 10. Margem de erro: 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos. Encomendada por A Tribuna, a pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral e protocolada sob o número SP-06269/2024. Nível de confiança: 95%. Comentário - Telma O Fator Decisivo Alcindo Gonçalves , Engenheiro, cientista político, professor da UniSantos e responsável pela Metodologia e RI do IPAT As pesquisas eleitorais em Santos foram objeto de intenso debate na última semana. Todos os institutos apresentaram resultados diferentes da realidade das urnas: quase todos apontando vitória com margem maior para Rogério Santos sobre Rosana Valle. O resultado foi bem mais apertado e o IPAT analisou em profundidade a questão. Em primeiro lugar, é preciso destacar que, na Baixada Santista, o IPAT indicou corretamente as tendências do eleitorado, acertando todos os vencedores, com exceção de Itanhaém, onde a reviravolta ocorreu no final, a partir da inelegibilidade do ex-prefeito Marco Aurélio, decidida pela Câmara Municipal. Em São Vicente, Peruíbe e Mongaguá, as projeções foram praticamente perfeitas, com diferenças na margem de erro. Em Guarujá, houve, na reta final uma frente anti-Farid Madi, e todos os candidatos cresceram, fazendo com que houvesse segundo turno. E o IPAT indicou, corretamente, o crescimento de Rodrigo Alemão em Cubatão, que se aproximou bastante de César Nascimento, o prefeito eleito. Destaque-se ainda que várias pesquisas foram feitas dez a 15 dias antes das eleições. Santos é uma cidade peculiar: tem classe média expressiva, com 63% da população residindo em prédios de apartamentos. Como as entrevistas são presenciais, em fluxos nas ruas, boa parte do público de classes média e média alta acaba não sendo abordada. Estes eleitores, de maior renda e escolaridade, se inclinam por candidaturas mais conservadoras, e acabaram subestimados na amostra. Reconhecemos o problema e alteramos nossa metodologia, exatamente para captar a intenção de voto deste público. Esta pesquisa já incorporou isso, e constata-se que o eleitorado de Telma de Souza é decisivo no 2º turno. Como 80,6% dos que votaram nela pretendem votar em Rogério Santos, ele assume a liderança da disputa. Isso condiz com os números do 1º turno, considerando votos válidos: se somarmos cerca de 11% dos votos obtidos pela candidata petista ao atual prefeito, ele chega a 54%, enquanto Rosana, com 9,2% do total da votação de Telma, fica com 44%. A pesquisa IPAT indicou 55,2% a 44,8%, com um detalhe importante: baixo índice de indecisos (3,5%) e votos brancos e nulos (1,9%). Nada está decidido, entretanto. As campanhas nestas duas semanas serão muito importantes, bem como os debates entre os candidatos.