[[legacy_image_65130]] Pescadores de arrasto de Santos e região defendem que a prática é tradicional e que tem baixos impactos ambientais, além de garantirem o respeito ao meio ambiente. “Não temos ligação com os animais mortos que apareceram, como raias e tartarugas, e está parecendo que é culpa do pescador. Fazemos isso há mais de 100 anos e nunca houve nada parecido”. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Segundo o veterinário e representante da colônia de pescadores de Santos, Rodrigo de Castro Fascini, de 33 anos, a pesca de arrasto não é considerada um risco. “Represento mais de 6 mil pescadores e posso dizer que não estamos pescando desde o episódio das raias mortas, em janeiro, por conta da pandemia”. O arrasto de praia é uma modalidade de pesca realizada por comunidades tradicionais, que levam ao mar uma rede, deixando uma ponta na praia fechando um cerco no mar. Segundo Rodrigo, as redes em Santos não passam de 300 metros. Depois, a rede é puxada na praia por pescadores e auxiliares de pesca nas suas duas pontas. A profundidade varia entre 3 e 4 metros. “No final, não chega a 100 quilos de peixes. Não dá nem 5 quilos para cada pescador. Na verdade, ainda fazemos um grande trabalho de retirada de lixo do mar”, diz o representante dos pescadores. Respeito Rodrigo explica que todos os animais, que não peixes, são devolvidos ao mar. “Posso dizer que o Ibama faz, sim, a fiscalização, que normalmente acontece de barco. É preciso apresentar carteira de pescador profissional, documento da embarcação e permissão de pesca. Em terra, ainda somos parados pela Polícia Militar e pela Guarda Municipal”. Em Santos, a pesca de arrasto acontece do Canal 6 ao Canal 1, após as 19h. “Estamos preocupados com a visão que as pessoas estão dos pescadores e nem queremos sair de casa. Nossa pesca é artesanal e não ameaçadora”.