[[legacy_image_46875]] A passarela que liga a estação das barcas, do lado de Santos, à Praça da República, é ‘esquecida’ por milhares de pedestres que transitam diariamente pelo local. Apesar de ter sido construída para facilitar a locomoção e aprimorar a segurança na passagem, não é esse o atual cenário. A equipe de A Tribuna esteve no lugar por cerca de 1h30 e identificou que menos de 10 pessoas a utilizaram, enquanto centenas preferiram atravessar a rua. Nas entrevistas, falta de segurança, higiene e iluminação, além da mobilidade, foram questionadas pelos transeuntes. Confira na videorreportagem abaixo. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! [[legacy_youtube_unIcfFWIeHA]] Antes ou depois da travessia de Santos para Vicente de Carvalho, no Guarujá, através das embarcações, é necessário escolher entre a rua ou a passarela. A gerente comercial Eloina Cantão afirmou que passa pelo local diariamente, mas que não tem dúvidas na hora de decidir pelo caminho. “Há anos, escolho a rua, não a passarela, uma vez que ela não tem higiene adequada até mesmo para caminharmos. Apresenta lama e sujeira”, afirma. “Fora isso, o risco é muito grande, pois muitos usuários de drogas estão por lá”. O pescador Edimilson de Souza também escolhe a rua para o seu caminho diário. “O motivo é que lá acontecem muitos assaltos, entendeu? Ficamos com medo, inseguros. Isso acontece não só comigo, mas com a maior parte da população”, desabafa. [[legacy_image_46876]] Por sua vez, o aposentado Alcides de Souza afirmou que vê muitos “maloqueiros” ao redor da passarela. “Não tem vigia, não tem nada. Sinto insegurança, todo mundo sente”, critica o homem, que lembrou de casos de criminalidade do passado e citou sua visão do presente. Ainda na questão da segurança, o barman Felipe Lacerda explicou que ele e sua família fazem a travessia pela rua. “A passarela tem muitos andarilhos pelo caminho”, diz. “[Além disso], é uma volta muito longa para ser feita”, explica o homem. Os transeuntes reclamaram não apenas da falta de segurança na passarela, mas também a dificuldade de mobilidade e até mesmo a localização da mesma. O técnico ótico Wallace Nunes Fernandes, que contou que também passa pelo local diariamente, acredita que o “acesso [pela rua] torna o caminho mais rápido”. De acordo com o pedestre, logo após a saída das embarcações, o grupo de pessoas vai “direto” para a rua. “Como a passarela é do outro lado, ainda temos que subir, o que é perigoso, pois não sabemos quem está por ali. Aqui, o acesso é muito mais fácil”. Luan dos Santos, que é repositor em uma loja do Centro da cidade de Santos, disse que, mesmo quando o trem está parado, impedindo a passagem dos pedestres, a maioria prefere aguardar para atravessar a rua. “Apesar de ser mais prático passar pela passarela, muitos preferem esperar, pois é mais cansativo, uma vez que precisam subir as escadas. Cansa mais, além das pessoas idosas, que não conseguem ir por lá”. O repositor também disse que, durante a noite, a construção gera ainda mais insegurança aos pedestres. “É mais complicado. Lá não tem iluminação, é muito escuro. Fora que muitos usuários de drogas ficam em volta dela”, diz o jovem, que ainda faz um alerta. “O pessoal precisa tomar mais cuidado [se escolher esse caminho durante a noite], principalmente as mulheres”. A localização da passarela também desagrada os pedestres. Maria Helena da Silva, que é inspetora de alunos em uma escola de Santos, disse que precisaria andar mais, caso optasse pela passarela, para chegar até um ponto de ônibus. “Ainda precisamos passar na frente da Alfândega para pegar o transporte, pois ele não passa por ali. Para a maioria das pessoas, é mais prático, pois atravessam e já chegam no ponto”. Por fim, o aposentado Nilo Caprio considerou que a escolha pela rua é melhor. “[Pela passarela], ainda precisamos subir e descer. Por aqui, é mais rápido e fácil”. [[legacy_image_46877]] A reportagem de A Tribuna também entrou em contato com a Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), empresa que administra a travessia das barcas para os locais citados nesta matéria, para uma nota oficial sobre as reclamações dos pedestres e o atual estado da passarela. Confira abaixo, na íntegra, a resposta emitida: "O Departamento Hidroviário fez um levantamento sobre a passarela da Rua Xavier da Silveira, em Santos, e já estuda as providências necessárias para melhorar as condições do local."