[[legacy_image_348328]] Alunos da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) do campus da Baixada Santista, que fica em Santos, testemunharam a queda de uma parte da escada do Restaurante Universitário (RU) na manhã desta quinta-feira (4). Segundo relatos à reportagem de A Tribuna, a instituição de ensino não teve nenhuma vistoria recente do Corpo de Bombeiros. Ainda há outras reclamações: o elevador está sem funcionar e as salas de aula são extremamente quentes, sem ar-condicionado nem ventiladores. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! A Reportagem apurou que, no último dia 21 de março, o campus Silva Jardim, na Vila Mathias, em Santos, estava com uma sensação térmica de 40°C. Diversos professores deslocaram suas turmas para corredores e saguões, e até os liberaram devido à falta de condições e mal-estar das pessoas. Conforme informações enviadas por uma aluna, que não quis se identificar, os estudantes votaram para que não houvesse aula até a convocação de uma assembleia, para uma greve. "Ficamos cinco dias sem aula. A coordenação diz que vai ser resolvido, mas parecem apenas promessas para evitar murmúrio", diz. Há também recebe reclamações sobre o uso de equipamentos no local. "Desde segunda-feira (1), não dá pra usar o elevador na faculdade. A turma tem idosas, com bengalas, que precisam subir as escadas longas e frágeis para chegar à sala de aula." Na tarde desta quinta-feira (4), uma assembleia estudantil foi convocada no saguão da unidade. O objetivo era debater a organização de uma greve, tendo em vista as condições insalubres do campus e a queda da escada. PosicionamentoEm nota, a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) informou que as salas da Unidade Mariângela Duarte (Silva Jardim), do Campus Baixada Santista da Unifesp, estão passando por uma reforma da climatização devido ao ar central ter mostrado problemas persistentes de funcionamento. Com isso, a instalação de aparelhos modelo split, e o conserto do ar central, estão em andamento. Referente ao elevador social, o órgão esclareceu que o equipamento foi desligado por motivo de segurança dos usuários, pois foi detectada uma quantidade de água no fosso, que já foi devidamente drenada, para a reativação do equipamento, nesta quinta-feira (4). Em relação ao piso, a direção do campus informou que houve uma manutenção preventiva de um bloco cimentício que havia sido danificado, e ressalta que os contratos de manutenção preventiva e corretiva de elevadores, de cabine primária e de geradores estão ativos. Já o Centro Acadêmico Ricardo Ferreira Gama (Carfg) declarou, em nota, que o corpo estudantil de serviço social foi "alarmado com as imagens de uma parte da escada de acesso ao segundo andar caída", o que reacendeu os debates recentes sobre a infraestrutura da unidade. O Carfg reforçou que o referido degrau passou por um reparo programado devido a umidade da região. "Ainda assim, compreendemos que um reparo que necessite da retirada integral de parte da escada implique na falta de manutenção preventiva do mesmo, como também observamos no caso dos ar-condicionados supracitados". O Centro Acadêmico relembra ainda que, nos dias 21, 22 e 25 de março, estudantes do Instituto Saúde e Sociedade entraram em paralisação "devido ao mau funcionamento de diversos aparelhos de ar-condicionado, causando sensações térmicas beirando 46°C nos dias de calor mais intenso".