O Parque Tecnológico pretende abrigar starups com propostas que possam contribuir para inovação e integração com as necessidades locais (Alexsander Ferraz/AT) A Fundação Parque Tecnológico de Santos (FPTS) abriu uma concorrência para empresas de base tecnológica, startups e iniciativas voltadas à pesquisa, interessadas em ocupar oito salas privativas no terceiro andar de sua sede, localizada na Rua Henrique Porchat, na Vila Nova. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Os interessados podem fazer vistoria técnica nas salas de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, mediante agendamento prévio junto à Fundação, que pode ser contatada pelo WhatsApp, (13) 3223-0100 ou pelo e-mail administrativo@fpts.org.br. Segundo o presidente da FPTS, Eduardo Bittencourt, as empresas selecionadas ocuparão as salas por um período inicial de 12 meses, com possibilidade de prorrogação. “Os interessados precisam submeter projetos detalhando as iniciativas que pretendem desenvolver. O parque não busca apenas a ocupação física do espaço, mas propostas que contribuam para inovação, empreendedorismo e integração com o ecossistema local”, afirma. Atrair grandes empresas Bittencourt explica que o objetivo do edital é reunir, em um mesmo espaço, pesquisadores, empreendedores, estudantes e grandes empresas que demandam soluções. “Queremos atrair grandes empresas, ligadas às verticais de atuação do parque, como longevidade e saúde, economia criativa e games, além da economia azul, que envolve porto, logística e transição energética”, diz. Segundo o presidente, a Fundação deseja que essas empresas instalem suas áreas de inovação e desenvolvam programas de relacionamento com startups nas salas. Além disso, busca-se trabalhar o conceito de open innovation (do inovação aberta, do inglês, em tradução livre). “Parte da ideia de que empresas que compartilham desafios semelhantes, como gargalos logísticos ou necessidade de qualificação de mão de obra, podem trabalhar juntas na busca por soluções”, esclarece o presidente da FPTS. Demandas globais Ainda conforme Eduardo Bittencourt, os desafios elencados pelas empresas são apresentados ao mercado, permitindo que startups, estudantes e empreendedores desenvolvam respostas. “Como consequência, novas empresas podem surgir, gerando empregos e soluções locais que, no futuro, podem atender demandas globais”, destaca. Para participar do processo seletivo, não há custo inicial. Após essa etapa, o modelo adotado prevê uma disputa de preço entre os interessados, conforme estabelecido no edital. As empresas têm um prazo de 60 dias, a partir da publicação, para analisar as condições e decidir pela participação. Ao final do processo, há uma concorrência financeira, com valores de referência indicados no edital, mas que podem variar conforme as propostas apresentadas. De acordo com a Prefeitura de Santos, o edital completo está disponível no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP) e na plataforma Licitanet.