[[legacy_image_256045]] Um ato pelo amor e pela paz foi prestado na tarde deste sábado (25), em meio aos jardins da Praia do Boqueirão, em Santos, em memória de Matheus Santiago Santana, de 18 anos. O jovem foi morto uma semana antes, no dia 18, ao ser atingido por uma garrafa de vidro próximo ao coração desferido por José Espedito de Souza, o 'Bigode', de 58 anos, que foi preso em flagrante por guardas municipais, pouco depois do crime, ocorrido bem perto do local da homenagem. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Dezenas de pessoas compareceram ao ato, entre parentes, amigos e pessoas que acompanharam a repercussão do caso. No chamado, feito nas redes sociais pela psicóloga Renata Myrrha, mãe de Matheus, o pedido era para que todos viessem de branco. Algumas pessoas vestiam camisas com o rosto dele e os dizeres: "Matheus, obrigado por tudo, jamais será esquecido". Inicialmente, balões seriam soltos, mas eles foram trocados pela entrega de rosas da mesma cor aos presentes. "Cada rosa branca dessa leva um pedaço do meu filho. E que o amor brote neste local depois de brotar a violência", disse Renata, muito emocionada, depois de ler um texto escrito especialmente para a ocasião, também transmitido por uma intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais). [[legacy_image_256046]] Nos rostos de todos, a consternação e, muitas vezes, o olhar atônito, em meio aos longos abraços em Renata, que fez questão de agradecer a todos, e em demais parentes de Matheus. "Obrigada, meu filho Matheus, por todos os ensinamentos, por todo o amor mais puro que trocamos. Eu viverei aqui, ainda neste mundo, e você aí, olhando por nós, e me dando a tranquilidade de que não corre mais perigo. Te amo hoje por todas as vidas e pela eternidade. Espero que vocês, principalmente os jovens que aqui estão, se cuidem e que nós, enquanto população, possamos nos unir para lutar para uma sociedade melhor, mais justa e amável. Não podemos mais normalizar nenhum tipo de violência. A união e o amor fazem a força e transforma. Acreditem", disse. Amigo Ao lado de Renata, estava Paulo Oshiro. Ele é pai de Luann, vítima de tentativa de assalto seguida de morte em um ponto de ônibus no Gonzaga, em 19 de outubro de 2015, quando também tinha 18 anos. Apesar da diferença de idade, Luann incentivava muito Matheus na prática do tênis de mesa. Os dois estudavam no Colégio Afonso Pena. "O Luann amava a vida da mesma forma que o Matheus. Queria, pelo menos, tirar um pouco daquela dor. Juro por Deus: a dor de perder um filho é a pior de todas. E a primeira coisa que eu falei para a Renata, depois de um longo abraço, foi: não vai passar nunca. A gente aprende a viver e acalmar um pouco o coração", comenta Paulo. "Tenho uma crença de que o Luan e o Matheus estão em uma caminhada. Se eles perceberem que alguém está com pensamento negativo e tristeza, eles também não vão conseguir caminhar em paz. Então a gente procura sempre procurar estar firme e forte. O amor sempre é mais forte", emenda. [[legacy_image_256047]] Adesivos do projeto Luann Vive, criado por Paulo Oshiro para conscientizações das mais diversas, foram distribuídos. Nele, além do logotipo da iniciativa, também havia a hashtag #Matheusparasempre.