Um dia de luta por direitos, reflexão e arte: a parada culminou na Praça Mauá, com apresentações e shows (Vanessa Rodrigues/AT) No Dia Internacional e Municipal do Orgulho LGBT, milhares de pessoas foram às ruas do Centro Histórico de Santos, neste domingo (28), para celebrar o orgulho de ser quem se é durante a 9ª Parada do Orgulho LGBT+. O evento contou com apresentações ao vivo de música e artes, e a tradicional parada, com trio elétrico, que partiu da Praça José Bonifácio rumo à Praça Mauá, onde as festividades continuaram. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT+ de Santos, Eduardo Ferreira, destacou que, neste ano, o evento teve como tema A Rua Convoca, A Urna Confirma, em alusão às eleições de 2026, em outubro. “Queremos chamar a atenção da população LGBT sobre a importância de participar das eleições e, claro, de saber escolher as melhores propostas para essa comunidade”, afirmou. Os amigos Paulo e Fernanda: unidos pela liberdade de ser quem se é (Vanessa Rodrigues/AT) A luta é o ponto central A luta por direitos é um dos motivos que levaram o biomédico Witacker Souza Araújo, de 39 anos, e seu companheiro, o corretor de imóveis Édson Baldes Maia, de 44, a virem de São Paulo para a parada em Santos. “Acho que em todos os lugares deve haver mais espaço para a população LGBT+, e é importante que nós o ocupemos”, disse Witacker. Já Édson reforçou a importância de manifestar o orgulho de pertencer à comunidade. “A parada existe desde os anos 90, e foi muito difícil conquistá-la como direito. É um privilégio estarmos aqui e podermos exercê-lo como cidadãos”, afirmou. Édson: orgulho da comunidade; Witacker pede mais espaço (Vanessa Rodrigues/AT) A cuidadora de idosos Fernanda dos Santos, de 62 anos, contou que veio de Guarujá para celebrar a liberdade de ser quem é. “Neste momento, a gente pode ser livre e viver como bem entendemos. Temos o direito de sermos felizes e viver essa liberdade”. Junto com Fernanda, estava o amigo Paulo José Oliveira, de 56 anos. Morador de Santos, o servidor público disse representar o coletivo Diversidade Católica da Baixada Santista, ligado à Rede Nacional LGBT Católica, e defendeu a importância de a comunidade LGBT+ ter direito à religiosidade. “Às vezes, os espaços não nos permitem pertencer ou manifestar a fé, então é importante lembrar do direito à expressão religiosa na diversidade”, afirmou.