[[legacy_image_208167]] Centenas de pessoas das mais variadas faixas etárias participaram, na tarde deste domingo (18), da 5ª edição da Parada do Orgulho LGBT+ de Santos, que ocorreu na Praça Mauá, no Centro. Esse foi o primeiro evento presencial com essa temática realizado no Município desde o início da pandemia de covid-19, em março de 2020. A atividade encerrou a programação da 11ª Semana Municipal da Diversidade Sexual promovida pela Prefeitura. [[legacy_image_208168]] Além da apresentação de artistas LGBT+ da Baixada Santista, o evento teve um forte apelo político em defesa das causas e da garantia de direitos para esse público. A presidente da Comissão Municipal de Diversidade Sexual, Daisy Eastwood, destacou a alegria de ver um grande número de pessoas nessa atividade, que começou a ser idealizada em março. [[legacy_image_208169]] “Isso aqui é mais do que um evento. É uma manifestação política por direitos e para poder dizer que esse público merece todo o respeito da sociedade”, afirmou ela, que foi uma das responsáveis pela organização da parada. Daisy espera que a Câmara dos Vereadores possa aprovar o projeto de lei que cria o Conselho Municipal de Políticas LGBT, que irá substituir a Comissão Municipal. O texto ainda tramita nas comissões do Legislativo e não há uma previsão de quando será pautado em plenário. Com o conselho, será possível criar um fundo municipal para financiar ações e políticas públicas voltadas a essa temática. A vice-prefeita e secretária municipal da Mulher, Cidadania e dos Direitos Humanos, Renata Bravo, enalteceu a importância do evento de ontem e mencionou atitudes que foram tomadas pela Administração. Uma delas, anunciadas na última semana, foi o início do mapeamento da população LGBT+ da Cidade. O objetivo dessa iniciativa é coletar informações para a elaboração de ações e estratégias a fim de melhorar a qualidade de vida desse segmento da população. “A gente só faz a política pública correta a partir do momento que temos dados concretos para entender o público que vive em Santos, o que ele utiliza de serviço público e o que sente falta nas unidades de saúde. A nossa preocupação é de inclusão”, afirmou. Na avaliação da coordenadora do grupo Mães Pela Diversidade na Baixada Santista, Maria do Socorro Araújo, a Parada do Orgulho LGBT+ de Santos é muito importante para dar visibilidade às lutas do segmento, porque há um preconceito muito grande, principalmente entre aqueles com deficiência física e transsexuais. “Há uma dificuldade muito grande de eles conseguirem entrar no mercado de trabalho e ingressarem no Ensino Superior. Esse evento não é Carnaval. Estamos aqui para mostrar que nossos filhos têm voz e devem ser respeitados”, ressaltou.