[[legacy_image_106087]] A possibilidade de tombamento do ginásio e das piscinas do Clube Atlético Santista, avaliada há quase dez anos, é inviável, diz o prefeito de Santos, Rogério Santos (PSDB). Ele aponta que não há referências arquitetônicas que justifiquem a medida e que ela inviabilizaria o uso da área, como ocorre em outros empreendimentos tombados. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! O caso é avaliado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Santos (Condepasa). A sugestão foi levada ao órgão por um grupo de arquitetos da Cidade e teve como base o trabalho final de graduação em Arquitetura e Urbanismo de uma aluna da Universidade Santa Cecília (Unisanta). “Hoje, (o clube) se tornou área ociosa, degradada, não utilizada, e Santos tem um deficit habitacional. Precisamos promover empreendimentos na Cidade para que a economia funcione. O tombamento, de uma maneira ampla, eu acho descabido do ponto de vista da própria arquitetura. Não há, no meu entendimento, um elemento (para) que se diga que é uma referência arquitetônica.” Santos também aponta as implicações que um tombamento pode trazer à área. “Todo imóvel tombado acaba tendo prejuízos para o seu uso. A gente vê o que acontece no Centro Histórico, a dificuldade de se atraírem investimentos no Centro. No caso específico do Atlético, eu vejo que há, sim, que se resguardar a história do clube, mas que não há a necessidade de um tombamento de maneira efetiva.” Sobre o possível destino para a área, o prefeito de Santos aponta que tudo depende dos proprietários do imóvel, que são os associados do clube. “Eu vejo que há maneiras de se resguardar a história, que se reconstrua um novo espaço, de acordo com a necessidade social do clube, onde se mantenham a história fotográfica, os registros de documentação, mas num novo modelo, como foram o Vasco, o Saldanha, que mantiveram os clubes em outros formatos que, inclusive, tragam retorno aos associados que hoje o Atlético não tem.” Moradias populares Para o Presidente da Associação dos Empresários da Construção Civil da Baixada Santista (Assecob), Ricardo Beschizza, o tombamento do Clube Atlético Santista também não é uma solução viável. A saída, segundo ele, é utilizar a área para a construção de moradias populares. “O Atlético não vai se resolver, é uma massa falida sem dono que vai ficar devendo. A Cidade tem instrumentos para assumir e dar outra finalidade. Sobre o tombamento, eu não vejo sentido, não é histórico e não há qualquer relevância em tombá-lo”, afirmou o presidente da Assecob. O empresário também destaca os custos de manutenção e segurança do imóvel após o tombamento. “Quem vai tomar conta, quem vai cuidar? Na piscina, por exemplo, enche de água, fica com mosquito da dengue e vai sobrar para quem? Isso sem contar os riscos de invasões, moradores de rua, roubo.” A Reportagem tentou contato com o advogado Aldo Ierizzi, que estava à frente das questões administrativas e contábeis do clube no início deste ano. Ele, porém, não respondeu aos questionamentos da Reportagem sobre a questão.