[[legacy_image_331314]] A tradicional correria para a compra de material escolar já começou em Santos. As aulas na rede municipal começam na terça-feira (6), mas muitos pais deixaram para comprar cadernos, canetas, lápis e mochilas na última semana. Para o sócio-proprietário de uma papelaria no Centro de Santos, Luiz Renato Lima Dadá, parte disso se deve ao clima. “Na semana passada choveu bastante. Muita gente atrasou a compra e deixou para quando o sol voltasse a aparecer.” Essa procura, mesmo tardia, sinaliza boas vendas. “A gente estima uma alta de até 15% em relação ao ano passado. É uma alta sempre prevista para o início do ano, mas, realmente, tem sido bem positivo”, destaca. Mas, para os pais, é preciso atenção na hora de comprar. Pesquisa do Procon-SP feita neste mês em sites de comércio eletrônico indica que materiais como apontador, borracha, caderno, caneta esferográfica e papel sulfite estão 7,18% mais caros do que em 2023. E os preços variam conforme o estabelecimento. A caneta esferográfica era encontrada entre R\$ 1,07 e R\$ 3,90. Outros exemplos: caderno de capa dura de 96 folhas, entre R\$ 7,10 e R\$ 17,01; cola branca, de R\$ 2,71 a R\$ 7,99; papel sulfite A4 com 100 folhas, entre R\$ 3,99 e R\$ 7,99. Para pouparPor isso, há estratégias para economizar. A principal delas é pesquisar. Outra é deixar os filhos em casa, para reduzir a influência deles nas escolhas. “Não poderia trazer o Davi comigo. Ele adora super-heróis e, geralmente, os preços desses itens mais personalizados costumam ser mais altos. Eu já combinei com ele. Consigo economizar e, com a diferença, compro algo a mais para ele depois”, explica a autônoma Mariana Ribeiro. A ortodontista Ana Paula Loubeh, mãe de Lorenzo, de 11 anos, e Miguel, de 6, optou por comprar os materiais escolares dos filhos sozinha, mas deu uma brecha quando chegou a vez das mochilas. Filhos que ajudamE há filhos que ajudam bastante na hora de comprar o material, como Sarah Noah, de 14 anos, e Davi Levi, de 10 anos. Eles são filhos da corretora de imóveis Ana Paula Rocha. Para eles, itens personalizados não são necessários. Podem ser básicos, desde que cumpram a necessidade. As irmãs Maria Eduarda, de 17 anos, e Ana Clara, de 15, se dividem para comprar juntas o material. Para o pai, o empresário Vanderlei Mozardo, fica o orgulho. “Elas olham os preços, avaliam, decidem tudo juntas. As duas vão começar a estudar em São Paulo para se preparar melhor para o vestibular”, conta. A família saiu de Bertioga para Santos para fazer uma consulta médica e aproveitaram a segunda-feira para comprar o material escolar antes do início das aulas. “Os materiais subiram bem, mas decidimos comprar aqui em Santos porque achamos bem mais barato”, justifica Mozardo. OrientaçõesPesquisar antes de comprar;Na lista de material, a escola não pode exigir itens de uso coletivo (materiais de escritório, higiene ou limpeza, por exemplo);Verificar quais produtos da lista de material o consumidor já tem em casa;Promover a troca de livros didáticos entre alunos;Verificar, antes da compra, se o estabelecimento oferece descontos para compras diferenciadas, como dinheiro, débito e crédito.