[[legacy_image_3439]] Pais de crianças com deficiência que estudam na Unidade Municipal de Ensino (UME) Maria Carmelita Proost Villaça, na Ponta da Praia, prometem lutar contra o fechamento do local. A Prefeitura de Santos anunciou que estuda distribuir os alunos em escolas regulares, como determina a lei brasileira de inclusão. Eles já criaram um grupo no WhatsApp, com 30 pais, e prometem acionar o Ministério Público e debater com a Prefeitura. “Nós vamos tomar as medidas possíveis e cabíveis para reverter isso”, avisa Lourdes Medeiros Araújo, presidente da Associação Abrindo Fronteiras para a Inclusão (AAFIN). “Ninguém sabia e ninguém está de acordo com isso”, reclama a dona de casa Denilze Lourenço, mãe de uma estudante com síndrome de Down. Entenda o caso Na semana passada, A Tribuna revelou que a Secretaria de Educação estuda distribuir os cerca de 60 alunos do local em unidades da rede pública de ensino, como determina a legislação aprovada em 2016. A UME Carmelita foi criada em 1960 e funcionava, inicialmente,ligada à Secretaria de Saúde. Mais tarde, foi vinculada à da Educação. Segundo a Secretaria de Educação, cerca de 900 dos 24 mil alunos da rede santista são considerados especiais e estão inseridos em outras unidades. Se a mudança for efetivada, a UME Dom Pedro II, também na Ponta da Praia, e a Carmelita seriam transformadas em escolas de período integral. Na primeira, ficariam os estudantes do Ensino Fundamental II (6º ao 9º anos). Os do Ensino Fundamental I (1º ao 5º anos seriam transferidos para o prédio da Carmelita. Argumentos Denilze Lourenço alega que quem estuda na Carmelita já esteve em outros locais, mas não se adaptou. Segundo ela, crianças com deficiência não aprendem em salas de aula com 30 alunos e precisam de lugares reduzidos, para que educadores lhes deem mais atenção. A presidente da AAFIN afirma que o Poder Público tem dificuldade de conseguir mediador, cuidador e intérprete de libras, necessários à adaptação dessas crianças. Audiência A vereadora Audrey Kleys (PP) agendou a realização de uma audiência pública na Câmara de Santos para discutir a inclusão de crianças com deficiência na rede pública de ensino de Santos. Será em16 de abril, às 18h30. A parlamentar também protocolou um requerimento pedindo esclarecimentos ao Executivo.