Transferência definitiva para o prédio da UME José Bonifácio tem sido adiada (DIvulgação/ Prefeitura de Santos) Pais de alunos do núcleo escolar de jornada ampliada integral da Vila Nova e da organização não governamental (ONG) Arcanjo, em Santos, estão preocupados com a segurança e bem-estar das crianças. Entre as reclamações estão a falta de atenção de inspetores e mediadores para alunos com necessidades especiais, a proibição do uso de elevador em um prédio com sete andares, café da manhã escasso e horas de espera por almoço, além da falta de segurança nas janelas e portaria. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A Unidade Municipal de Ensino (UME) José Bonifácio, na Avenida Conselheiro Nébias, no bairro Vila Nova, é a escola que está com licitação para mudança de prédio com a ONG Arcanjo, na Rua Benedicto Pinheiro. Porém, a transferência tem sido adiada; desta vez, devido à falta de uma cozinha. Por volta das 7h45, as crianças costumam chegar à ONG. Às 11h30, eles saem e caminham, mesmo na chuva, até a UME José Bonifácio. Segundo relatos enviados à reportagem de A Tribuna, o café da manhã é composto por três bolachas e suco, e as crianças só almoçam na UME por volta das 12h45. O caminho contrário, na diferença de turnos, também é feito. A autônoma Jeniffer Cristina Pacheco, de 34 anos, mãe de um dos alunos, diz que são vários problemas desde o começo do ano. "As crianças se machucam devido à falta de atenção dos inspetores. Um menino chegou a quebrar a perna e a mãe teve que fazer um boletim de ocorrência, porque ninguém deu auxílio. Além disso, as crianças especiais estão sem mediadores e os pais ficam apreensivos em mandar os filhos para estudar. De que adianta ir se ninguém vai auxiliá-los?", relata. "As crianças e os professores têm que subir de escada, pois o elevador não pode ser usado. São sete andares, é o cúmulo do absurdo", comenta Jeniffer. As mães dos alunos formaram um grupo no WhatsApp para tentar uma reunião com a Câmara Municipal e requisitar melhorias nos serviços. Em mensagens obtidas por A Tribuna, as responsáveis comentam sobre a segurança do local. "Lá entra qualquer pessoa, sem nenhuma identificação, já que o porteiro fica na rua e não faz nada. Esses dias um pai pegou a criança no trajeto da escola para a ONG e os funcionários nem se deram conta", diz uma das mensagens. Posicionamento Em nota, a Prefeitura de Santos informou que vai intensificar as ações de intervenção e acompanhar com maior frequência as atividades do núcleo. A Secretaria de Educação (Seduc) alegou que está com o quadro de Profissionais de Apoio Inclusivo (PAEI) completo e estuda a viabilidade do atendimento de PAEIs dentro dos núcleos de jornada ampliada. No momento, os alunos de inclusão são acompanhados por educadores, afirma a secretaria. O órgão ressaltou que não há proibição do uso de elevadores, apenas uma orientação por medida de segurança para que as crianças não transitem sozinhas nos equipamentos. Quanto à falta de guarda-chuvas e/ou capas de chuva, também apontada por pais, será feito contato com a escola para providenciar esse material. Ainda de acordo com a Seduc, o aluno recebe, além do lanche pela manhã, mais duas refeições na escola. Além disso, a entrada e saída de adultos serão analisadas para entender o motivo pelos quais os protocolos não estão sendo seguidos. Por fim, a Prefeitura declarou que a licitação para contratar a empresa que fará a obras no antigo prédio foi lançada em novembro de 2023 e a vencedora já foi homologada, a AMEFAC Construções. Uma ordem de serviço será emitida para o início das obras, que têm estimativa de duração de quatro meses.