[[legacy_image_355579]] O primeiro dia de vacinação contra dengue, em primeira dose, das crianças de 10 e 11 anos em Santos, nesta quarta-feira (8), teve disposição dos pequenos em iniciar a imunização contra o Aedes aegypti nas 26 policlínicas. De acordo com a Prefeitura, foram aplicadas 158 doses. Na Policlínica do Embaré, por exemplo, logo na abertura, às 9 horas, houve bom movimento. Mais para o fim da manhã, a meninada também foi chegando com os pais para receber o imunizante. O profissional de comércio exterior Lucas Guerra Del Nero, de 34 anos, chegou com a filha Marina Werneck Del Nero, de 10 anos, para tomar o imunizante. O objetivo é livrar a pequena de contrair dengue novamente. “Ela já teve, e sei o quão ruim ela ficou. Esteve um dia no hospital. Ela teve tonturas e dores de cabeça”, ressalta. Ela foi vacinada pouco antes de Mirella Ruas, de 10 anos. A mãe, a fisioterapeuta Carlen Ruas, de 44 anos, sabe bem o risco que a doença representa. “Temos muitos casos, não só aqui, mas por ser uma cidade litorânea e com uma população flutuante. Fora que nem todos tomam os devidos cuidados. Meu sobrinho de 18 anos ficou uma semana de cama, sem comer nada, só vomitando, com febre de 40 graus. E meu marido teve três vezes. A gente corre risco.” Mirella concorda com a mãe. “Fiz trabalho na escola, a professora pesquisou os sintomas. E é importante as pessoas se vacinarem”, diz ela, que prometeu tentar convencer os colegas de classe da importância de se vacinar. [[legacy_image_355580]] FundamentalPara a médica infectologista pediátrica Carolina Brites, vacinação se soma à prevenção e é vital para minimizar casos graves. “A importância da vacinação da dengue para a criança é como em qualquer outra vacina. Os pais e responsáveis devem levar seus filhos às unidades básicas de saúde para a gente conseguir uma cobertura vacinal excepcional, algo que, infelizmente, cada vez mais vem decrescendo”, observa. A médica acrescenta que crianças são mais frágeis para doenças como a dengue. “Em uma criança que pode ter mais comorbidades, com sinais e sintomas diferentes dos adultos e, às vezes, de forma mais rápida, os casos avançam em gravidade”, sinaliza. Para ter acesso à vacina, é preciso apresentar documento com foto, comprovante de residência em Santos, CPF e a carteirinha de vacinação.