[[legacy_image_226315]] O Lar das Moças Cegas, em Santos, deu início na terça-feira (29) a mais uma edição da Padaria Inclusiva - projeto onde os alunos da instituição, com baixa visão ou cegueira total, aprendem técnicas de panificação. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A Cozinha Experimental existe desde que a instituição começou, segundo a professora Andrea Ferreira. Lá, os alunos aprendem a produzir seu alimento com independência, como arroz, feijão, massas simples como biscoitos e bolos. Por enquanto, os mini panetones ainda não serão comercializados, mas esse é um plano futuro. "Em 2018, ganhamos da Cargill os equipamentos necessários para uma padaria profissional. Eles começaram a desenvolver técnicas de pães profissionais como pão francês, cará, o ponto de véu, o desenvolver do glúten, coisas que fazem parte da química do pão", explica ela. [[legacy_image_226316]] A produção da Padaria Inclusiva vira o lanche dos alunos, os pães de eventos da instituição e também os panetones, dados como lembrancinha aos funcionários na confraternização e também nas festas dos voluntários, que acontece todo ano. "A gente produz 120 pães por dia. Essa produção é também para o lanche dos alunos, então são coisas que a gente ajuda a instituição a economizar e ainda feito por nós, que é a grande vantagem". São 35 os alunos, de 18 a 82 anos, que aprendem na Padaria Inclusiva coisas como orientação especial, coordenação motora, noções de higiene baseadas nas normas da Anvisa, identificação da localização de equipamentos como eletrodomésticos e utensílios de cozinha, noção de proporção de ingredientes, além de trabalhar os sentidos remanescentes: o olfato, paladar, audição e tato. "A gente estimula a memória, afetividade, autoestima e autonomia. Temos três histórias de alunos que começaram a empreender informalmente: um vende empadinha com a ajuda da esposa, outro com a ajuda da familia vende bolo de pote e um que vende queijo. Tudo isso faz com que o aluno desenvolva a capacidade de seguir em frente, com qualidade de vida, com sonhos. Eles entendem que perder a visão não significa parar de viver", conta a professora. Andrea ressalta que a intenção sempre é a capacitação dos alunos, que podem conseguir empregos como ajudante de cozinha ou de padaria. [[legacy_image_226317]]