[[legacy_image_358933]] Os pacientes da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Central de Santos se dizem frustrados com a demora no atendimento e lotação de leitos. Segundo relatos enviados à reportagem de A Tribuna, pacientes foram mantidos sentados em cadeiras por um dia inteiro, mesmo sob a classificação de internação. Maria do Carmo, de 44 anos, estava acompanhando a filha, positivada com dengue, na última quarta-feira (23), e presenciou a situação da unidade. "Um senhor de 90 e poucos anos estava há dois dias sentado, com fortes dores, enquanto a filha dele implorava para que ele fosse internado dignamente e recebesse mais cuidados", relata. "Um menino de aproximadamente 10 anos estava na mesma situação. Ele teve uma convulsão e colocaram-no sentado em uma cadeira no sistema de internação. Somente quando disseram que iam chamar a reportagem que o pessoal começou a se mexer, e arrumaram um leito para ele", disse a mãe. Maria comentou que chegou lá por volta das 4h, e que foi embora durante a tarde, pois não podia mais esperar, e deixar a filha doente, em tal situação. Em nota, o Instituto Nacional de Pesquisa e Gestão em Saúde (InSaúde), responsável pela gestão da UPA, informou que a unidade enfrentou um aumento significativo de atendimento nos últimos dias, e que também que são realizadas reavaliações médicas mais de uma vez ao dia para favorecer as solicitações de vagas. Entretanto, o órgão esclarece que o grau de complexidade dos pacientes não permite a liberação dos mesmos, sendo necessário aguardar a liberação das vagas pelo departamento de regulação de vagas do município. A oferta de leitos é limitada, porém, ainda segundo a nota, "procuram dar o melhor acolhimento possível a todos até que seja concluído o atendimento ou internação".