[[legacy_image_270546]] Parentes de Aldilene Maria Bezerra dos Santos, de 60 anos, afirmam que a mulher foi transferida da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Central de Santos, onde estava internada, sem conhecimento da família. O caso aconteceu na noite de quinta-feira (25), quando a paciente foi encaminhada para o Complexo Hospitalar dos Estivadores, também sob responsabilidade da Prefeitura. Aldilene estava desde o último domingo (21) na unidade de terapia intensiva (UTI) da UPA, onde chegou com dores no peito, aguardando por uma vaga em hospital. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O empresário e genro de Aldilene Marcos Henrique da Silva Scomparim, de 38 anos, conta que a família dela não foi informada sobre a transferência e que a equipe médica alegou que chamaria os parentes durante o processo de mudança para outra unidade de saúde, quando fosse possível. “Mandaram (na UPA) trazer de volta os documentos dela. No Estivadores ela chegou como 'suposta Aldilene’, e ficou aguardando para fazer um ecocardiograma. Cheguei lá e não pude obter nenhum boletim médico”, diz ele. A falta do contato com a família fez com que Marcos não pudesse ter acesso ao estado de saúde da sogra para conversar com a médica sobre o caso da sogra. O quadro clínico dela é um mistério desde que foi internada no último domingo (21).“Me sinto desamparado, é um total descaso”, desabafa. Aldilene foi internada após sentir um forte desconforto geral- parecido com queda de pressão, segundo a família, - além das dores no peito. Ficou na UPA Central aguardando pela transferência para uma outra unidade especializada que pudesse cuidar melhor de seu quadro clínico, pois a família afirma que não houve um diagnóstico e há possibilidade de a mulher necessitar de um cateterismo. A Secretaria de Saúde de Santos informou, em nota, que a paciente foi transferida na noite de quinta (25) para o Complexo Hospitalar dos Estivadores. Em outro posicionamento, a InSaúde, organização social gestora da UPA Central, negou que tenha havido falta de comunicação de boletim médico. "A comunicação sobre o estado de saúde do paciente é realizada uma vez por dia, a partir das 16h, a um representante da família, fazendo parte da rotina da unidade. Ainda é permitida a entrada de um paciente para ver o paciente na sala de emergência", afirma a InSaúde. Ainda conforme informado por meio da Prefeitura, a transferência de um paciente pode ser comunicada até 2h após a liberação do leito, conforme o plano operativo da unidade. A organização social finaliza a resposta dizendo que está à disposição dos familiares para esclarecer dúvidas sobre o período de internação da paciente no local.