[[legacy_image_288230]] Um adolescente, morador de Santos, tem sido destaque em corridas de kart na capital de São Paulo. Alysson Machado, de apenas 12 anos, tem o sonho de um dia conseguir chegar à Fórmula 1. Morador do bairro Saboó, o menino conta que sua paixão por carros começou quando ele tinha apenas dez anos, durante a pandemia. Ele precisou se afastar dos campos e dos treinos de futebol - esporte que praticava desde ‘pequeno’. Foi no isolamento social que ele conheceu o mundo do automobilismo, por meio de jogos de videogame. Com os jogos, foi despertado o desejo de conhecer mais sobre a Fórmula 1. Logo, o menino estava assistindo às corridas e querendo ser um corredor também. “Comecei a pesquisar todos os dias locais onde tinha kart em Santos, até que eu encontrei”, conta. Em pouco tempo, o garoto saiu de trás do controle remoto e foi para trás do volante, começando a competir na região e, posteriormente, em São Paulo, sempre ficando em boas colocações para um iniciante. No começo de 2022, seu pai, Adriano Machado comprou o primeiro Kart para o filho. O carro, usado, deu mais oportunidades para o menino. “Eu o levei para treinar em Interlagos, por uns dois meses. Até que surgiu a chance dele ir até Atibaia (SP), em uma equipe da cidade, que o ajudou por seis meses”, conta o homem, que trabalha com prótese dentária na Capital. Nesse mesmo ano, o menino começou um campeonato, que durou de junho a dezembro. Alysson, com apenas 11 anos, foi vice-campeão. Hoje o menino tem uma equipe em Aldeia da Serra. Ele também já tem a carteira de piloto pela Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA). “Só que a luta é grande, então eu comecei a pedir ajuda, porque eu vi que sozinho não iria conseguir. E meus amigos vão ajudando como podem”. [[legacy_image_288231]] PaiCom um misto de sentimentos, Adriano fala do filho com muito orgulho, sem medo de abrir mão de muitas coisas para vê-lo realizado. “A minha missão é deixar o Alysson na pista até que um patrocinador o note, e ele possa seguir com a sua carreira, conta. Com instinto protetor, o homem ‘se desdobra’ para levar o filho até São Paulo quase toda semana, seja para treinar ou competir. Os problemas de adultos são resolvidos ‘em off’ e a única missão da família é fazer o menino brilhar. E sobre o veículo? Por muito tempo foi desmontado e levado a São Paulo dentro do carro de Adriano. “A sorte é que há um mês eu consegui uma equipe, e eu deixo o veículo (kart) com ela”, conta. Já Alysson diz ter se encontrado nas pistas de corrida. “Meus pais sempre apoiaram em tudo, desde quando eu queria ser jogador. Eu fiquei até com medo deles não gostarem que eu mudasse de área de repente, mas depois que eu falei, eles me apoiaram”, conta. O garoto diz ser muito feliz por ter a oportunidade de realizar o seu sonho, “Eu me vejo correndo para sempre, porque é algo que gosto. É aquela adrenalina de se estar em uma velocidade muito alta e eu gosto muito disso. Minha expectativa é um dia chegar na Fórmula 1”, finaliza. [[legacy_image_288232]]