[[legacy_image_199552]] Fora de operação desde o início da pandemia de covid-19, os ônibus seletivos ainda não têm data para retornar às ruas de Santos. Isso porque a Prefeitura rescindiu o contrato com a empresa Viação Guaiúba Transportes – responsável pelo serviço - em abril do ano passado e não tem previsão de abrir uma nova licitação para esse tipo de transporte. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Os micro-ônibus pararam de circular no começo da pandemia porque tinham as janelas lacradas, o que impossibilitava a entrada de ar e ia contra as exigências sanitárias da época. A partir disso, aconteceram sucessivas suspensões do contrato de operação, fato que, aliado à falta de previsibilidade de retomada do serviço, levou a rescisão contratual, de acordo com a Administração Municipal. Em nota, a Prefeitura de Santos informou que o transporte seletivo já apresentava uma queda gradual no número de passageiros e, por meio da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), esclareceu que o transporte municipal em modalidade convencional permanece operando normalmente. Ao todo, são 42 linhas que cobrem, inclusive, os itinerários das três linhas seletivas. O principal diferencial do meio de transporte seletivo era a opção de entrar e sair do veículo em qualquer local da cidade, ou seja, fora dos tradicionais pontos de ônibus. Além disso, os micro-ônibus eram climatizados e não se permitia que passageiros viajassem em pé. Em contrapartida, o preço da passagem era maior. A Tribuna procurou a Viação Guaiúba Transportes para esclarecimentos, mas não recebeu retorno até a publicação desta reportagem. MoradoresNas ruas de Santos, a opinião de moradores sobre o transporte seletivo está dividida: enquanto alguns sentem falta dos micro-ônibus, outros dizem que o serviço lhes é indiferente. A moradora do bairro Aparecida, Maria da Glória, de 88 anos, gostaria que os seletivos voltassem a circular. Segundo ela, a frota atual de transporte municipal deixa a desejar, pois os moradores esperam por horas nos pontos de ônibus. “Tem pouco ônibus. Então a gente sente falta quando algum sai de circulação. E pelo conforto também, sem dúvida”. [[legacy_image_199553]] Seu marido, Augusto Ribeiro, de 93 anos, concorda com ela. “Quanto mais (ônibus), melhor. Às vezes esperamos por uma hora e meia”, afirma. Ele diz que o casal usa muito transporte público para se deslocar pela cidade, mas não se importava em pagar o seletivo de vez em quando. “Para casos de emergência”. A moradora do Marapé, Manuele Diniz Alves, de 32 anos, também é a favor do meio de transporte. “Eu achava legal até por conta das pessoas idosas. Faz falta, acho que seria legal voltar”, ressalta. Por outro lado, a moradora do Morro Nova Cintra, Janaína Soares, de 44 anos, diz que o transporte seletivo é indiferente para ela no dia a dia. “Eu não costumava pegar, então não faz diferença. Sinceramente, nem cheguei a perceber que pararam”. Mire Hamad Nasser, de 81 anos, mora no Canal 1 e também não costumava se locomover pelos micro-ônibus. “Eu até lembro dos seletivos, mas para mim, não faz falta” [[legacy_image_199554]]