[[legacy_image_63851]] Por volta das 8h50, os ônibus municipais começavam a ser recolhidos à garagem, em Santos. Um motorista que não quis se identificar disse que a maioria está entrando as 5 da manhã indo até as 9 horas. E, depois, vão retornar as 15 horas para fechar o turno às 21 horas. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! "Eu trabalhava das 5 às 15 horas. Agora ficou esse intervalo grande. Hoje vou até em casa. Mas vou gastar muito combustível se fizer isso todo dia. Mas também ficar parada na garagem esse tempo todo é ruim. Ainda não me decidi". Já a maioria dos pontos em vários bairros da Cidade estava vazia. Na Avenida Ana Costa, no próximo à Rua Carvalho de Mendonça, na Vila Mathias, aposentado José Edison Montenegro, 67 anos, apostava na sorte para tentar pegar o circular 154. Ele tentava chegar ao Ambulatório de Especialidades (Ambesp) para pegar medicamentos. "Me disseram que vai passar o último ônibus agora. Vou torcer. Se não tiver, irei a pé. Mas só tenho mais um comprimido para tomar e não posso ficar sem". Cinco minutos depois, o ônibus que o aposentado esperava passou. Já Andrea Sayão, 45 dias, não sabia se teria a mesma sorte. Ela descobriu que a limpeza que faria em um estabelecimento comercial foi cancelada ao chegar na porta do local e tentava voltar para a casa, no Aparecida. "Vou aguardar mais um pouco. Se não conseguir, vou pedir em casa para alguém vir me buscar".