[[legacy_image_84476]] Os ônibus municipais de Santos podem parar de circular nesta terça-feira (27), a partir do meio-dia. Esse foi o horário limite imposto pelo Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários (Sindrod) para um acordo com a Viação Piracicabana, concessionária do transporte coletivo na Cidade. Caso não seja feita uma composição, a greve é iniciada. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! “A empresa teve uma reunião na Prefeitura (nesta segunda, 26) e pediu mais um tempo para negociar. Amanhã (terça) de manhã, às 10 horas, vai ter mais uma rodada de negociação entre o prefeito (Rogério Santos, PSDB) e a Piracicabana. Vamos aguardar esse desfecho e decidir”, diz o vice-presidente do Sindrod, José Alberto Torres Simões, o Betinho. No último dia 17 de julho, quando se reuniram em assembleia na Praça Mauá, em frente à Prefeitura, os trabalhadores decidiram pela paralisação. Desde então, eles vêm adiando a medida a pedido da Piracicabana e da Prefeitura, que reivindicam mais tempo para negociação. Segundo o Sindrod, a empresa não respeita a data-base de reajuste salarial (foi em maio) e ainda ameaça fazer uma demissão em massa, alegando prejuízos financeiros por causa da pandemia. O sindicato quer 7,59% de correção salarial e 11,11% nos benefícios (cesta básica e vale-refeição) retroativos a maio, além de garantia de emprego aos 350 funcionários na Cidade. Prefeitura Em nota, a Administração Municipal diz que está atuando para que as questões trabalhistas envolvendo a empresa e o sindicato da categoria não resultem em paralisação. E que deve entrar com uma medida judicial para garantir o funcionamento essencial do serviço. “A CET-Santos recebeu o pedido de reajuste da tarifa do transporte coletivo, apresentado pela da Viação Piracicabana, mas a Prefeitura entende que, apesar do contrato prever o reequilíbrio da tarifa, diante da crise financeira por conta dos impactos da covid-19, não é o momento de repassar esse custo à população que utiliza o transporte público”, explica a nota. Segundo a Prefeitura, a empresa alega que há necessidade de reequilíbrio financeiro por conta da redução da demanda de um milhão de passageiros por mês, no período de 2019 para 2020. “Diante disso, a Prefeitura segue com o processo de detalhamento da planilha de custos para encontrar uma solução que não onere o usuário do transporte”. Procurada pela Reportagem, a Viação Piracicabana não se manifestou.