Uma dinâmica com óculos que simulam os efeitos da embriaguez tem sido usada pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de Santos para conscientizar estudantes do Ensino Médio sobre os riscos no trânsito. A atividade integra o programa Código Jovem de Trânsito, lançado durante a campanha Maio Amarelo deste ano, com foco na formação de futuros condutores mais conscientes. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A Tribuna acompanhou uma das ações educativas, realizada no Colégio São José, no Gonzaga. Na prática, os estudantes percorrem obstáculos, atravessam uma faixa e realizam pequenas tarefas usando os óculos, que distorcem a visão e reduzem a percepção espacial, simulando os efeitos do álcool. ... que distorcem a visão e reduzem a percepção espacial, simulando os efeitos do álcool: conscientização (Alexsander Ferraz/AT) “Gera uma dificuldade imensa. Você não consegue ver em profundidade e perde o senso do que está na sua frente. Essa experiência me ajudou a perceber que não é uma boa ideia beber e dirigir”, relatou Arthur Leomil Ferreira, de 17 anos. A ação foi criada para dialogar diretamente com adolescentes que, em breve, estarão aptos a tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). “Assim percebemos a gravidade que é dirigir embriagado e percebemos as circunstâncias que podemos lidar ao tomar essa decisão”, afirmou Gabriel Santana Sirico, de 18 anos. Arthur entendeu as dificuldades. Gabriel percebeu como é grave (Alexsander Ferraz/AT) Impacto das decisões As palestras abordam temas como uso do celular ao volante, excesso de velocidade e circulação de bicicletas elétricas e equipamentos autopropelidos. Gerente de Educação da CET, Regiane Andrade explicou que a proposta busca fazer os jovens refletirem sobre as consequên-cias das decisões tomadas no trânsito. Segundo ela, Santos registrou 24 mortes no trânsito no ano passado, duas a menos do que no ano anterior. A companhia considera o número preocupante. De acordo com a gerente, 93% dos acidentes estão relacionados a falhas humanas, como imprudência, negligência e imperícia. “O trânsito não é feito apenas de veículos, existem pessoas. Mais do que pedestres, motoristas e ciclistas, são pessoas com alguém esperando por elas em casa. É isso que eles precisam refletir”, disse Regiane.