[[legacy_image_239388]] Iniciadas em janeiro do ano passado, as obras para recuperação do Palácio da Polícia, no Centro de Santos, têm trazido dores de cabeça aos funcionários que trabalham no local. Janelas vedadas, falta de ventilação e muita poeira estão entre os problemas que afetam o trabalho na sede do Deinter-6, na Avenida São Francisco, em cenário considerado insalubre. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A queixa é do Sindicato dos Policiais Civis de Santos e Região (Sinpolsan). Segundo o presidente, Renato Martins, o primeiro equívoco foi a manutenção dos funcionários em atividade no local em meio às obras. “Não existe obra dessa magnitude com gente no espaço. É como reformar a casa permanecendo no cômodo. Vai trazer dificuldade para quem habita e para quem faz a atividade. Porque, para a própria empresa, é difícil fazer reparos com pessoas ocupando o espaço”, resume. Ele conta que houve salas nas quais foi preciso providenciar aparelhos de ar condicionado portáteis. Além disso, o uso de britadeiras costuma causar uma nuvem de poeira que incomoda servidores, especialmente os que têm problemas respiratórios. “Em alguns dias, o trabalho é prejudicado. Algo que se faria em 40 minutos, leva 1h30, duas horas. Em dois dias e meio sem luz, muito trabalho foi interrompido, porque não tinha nenhum computador funcionando. Você não consegue fazer uma pesquisa de antecedentes, imprimir um boletim de ocorrência. Se você não tem computador, não anda. Faltou energia, faltou tudo”, alega. Segundo Martins, aspectos prometidos no projeto da obra, como a instalação de um ar-condicionado central e painéis para captação de energia solar ainda não fazem parte da reforma. A obra Os trabalhos no Palácio da Polícia tiveram início em 14 de janeiro do ano passado, com término previsto em até 15 meses — ou seja, em meados de abril deste ano. A reforma foi orçada em R\$ 10,2 milhões e é conduzida pela empresa Almeida Zapata e Bolanhos, vencedora da licitação. Em fevereiro de 2021, a Justiça interditou o local, mediante pedido do Sindicato dos Funcionários da Polícia Civil d o Estado (Sindpesp). Na decisão, foi alegado o descumprimento de prazos fixados pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJ-SP). Também foram mencionadas as condições estruturais deficientes da edificação. Outro lado Procurada, a Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP) se posicionou por nota. De acordo com a Polícia Civil, as obras no Palácio da Polícia estão em andamento e de acordo com o cronograma previsto. “A falta de energia registrada no último dia 11 foi ocasionada por um problema na rede externa e foi prontamente solucionada juntamente com a concessionária”, explica. A SSP também argumenta que “a vedação das janelas é realizada conforme o avanço da obra, sem afetar a circulação de ar ou a iluminação do prédio. A previsão é que as obras sejam concluídas em outubro deste ano”.