Fechamento viário será mantido na Rua da Constituição, entre a Amador Bueno e a Sete de Setembro (Vanessa Rodrigues) A conclusão de trechos de obras da segunda fase do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), no Centro de Santos, terá 16 dias de atraso. É como consta em publicação da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) no Diário Oficial do Município desta quarta-feira (3). A prorrogação vai até 16 de agosto, e o bloqueio será mantido na Rua da Constituição, entre as ruas Amador Bueno e Sete de Setembro. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A Prefeitura informou que a prorrogação foi determinada após a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), do Governo Estadual, informar a necessidade de serviços complementares nesta etapa das obras, cujo prazo de entrega era previsto para o próximo dia 31. A Administração permanece fiscalizando a obra. A rota alternativa indicada pela CET é a Avenida Senador Feijó. Estão com acesso local liberado os trechos da Rua da Constituição entre as ruas João Pessoa e Rua Amador Bueno; da Rua Amador Bueno, entre a Rua da Constituição e a Avenida Conselheiro Nébias (no contrafluxo); na Rua Bittencourt, entre as ruas da Constituição e Sóter de Araújo (no contrafluxo), e entre a Conselheiro Nébias e a Constituição. A EMTU não informou uma data de término das obras, limitando-se a dizer que a fase de testes do VLT, que deve começar logo após o término das obras, continua prevista para este semestre. A operação comercial do veículo está estimada para para o primeiro semestre de 2025 — entre janeiro e junho. A EMTU acrescenta estar apurando com a construtora as responsabilidades pelo adiamento das obras em parte dos trechos. Comerciantes se queixam A notícia da prorrogação do bloqueio foi mal recebida por comerciantes locais, que alegam prejuízos devido à redução do movimento na região. “Só quero ter minha chance de poder trabalhar, porque está difícil”, desabafou a comerciante Cícera Aparecida Barros Lima, dona de uma lanchonete na Rua da Constituição. “Não tem acesso para os clientes chegarem até mim, mas tenho meu aluguel a pagar, a luz, a água, os impostos”, lamenta. Segundo ela, desde que a interdição iniciou, o faturamento de seu comércio caiu pela metade. “Não tem acesso para os clientes, e fica difícil para a gente trabalhar. Estou muito chateada.” Dono de um lava rápido no cruzamento das ruas da Constituição e Amador Bueno, André Luiz Ramos também cita dificuldades. “Os clientes estão reclamando muito, os carros estão enchendo de terra”, diz. Ele afirmou também que, por vezes, trabalhadores da obra estacionam caminhões na entrada do estabelecimento, o que também atrapalha o acesso. André Ramos declarou, ainda, ter sido prejudicado pela queda na circulação de veículos na região devido às interdições. “Tem clientes que ficam perdidos. Por sorte, temos os contatos dos clientes, e sempre se pode dar uma atenção (a eles). ”