Novos bloqueios serão entre a Pça. dos Andradas e a R. Frei Gaspar e da R. Martim Afonso à Av. Sen. Feijó (Alexsander Ferraz/AT) As obras da segunda fase do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Santos, que terminariam nesta quarta-feira (31), atrasarão pelo menos um mês. A Companhia de Engenharia de Tráfego de Santos (CET) informou que trechos da Rua Amador Bueno, no Centro, ficarão interditados até as 18 horas de 31 de agosto. A notícia preocupa comerciantes locais. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Um dos bloqueios começará nesta quinta-feira (1º), às 9 horas: entre a Praça dos Andradas e a Rua Frei Gaspar. Haverá trilhos do bonde turístico e a construção de linha permanente. Estarão liberadas para acesso local a Rua Frei Gaspar, da Avenida São Francisco à Rua Amador Bueno (no contrafluxo), e a Rua Amador Bueno, no trecho entre a Frei Gaspar e a Rua Riachuelo (também na contramão). As linhas 4 e 20 de ônibus terão itinerário alterado. No segundo ponto da Amador Bueno, entre a Rua Martim Afonso e a Avenida Senador Feijó, haverá interdição a partir de segunda-feira, às 9 horas, para se fazer linha permanente. Nos dois casos, a rota alternativa é a Avenida São Francisco. A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), estadual, não se manifestou. Alternativas e esperança Comerciantes da Amador Bueno temem ter de fechar as portas com o baixo movimento. “Estamos tentando recuperar a loja, e o frio deu uma ajuda, mas, com essa interdição, novamente vai ficar ruim”, diz o gerente de uma loja de roupas, João Custódio Filho. Custódio: ruim, mais uma vez; Paula: difícil chegar e estacionar e Simonatto: “Vai ficar bom” (Alexsander Ferraz/AT) Embora haja perspectiva de mais movimento no Centro assim que o VLT passar a operar ali de forma plena, o que está previsto para o próximo semestre, a vendedora Paula Tomaselli, que trabalha em uma loja de móveis, afirma que se preocupa com a dificuldade de acesso ao local, que prejudica tanto clientes quanto entregadores e fornecedores. “Eles não têm onde estacionar, não há como chegar até aqui.” Devido ao problema, Paula conta que a loja está “investindo na internet, fazendo propagandas no nosso site, em Instagram, Facebook e WhatsApp”. Para Hamilton Simonatto, dono de uma lanchonete, a interdição não prejudica tanto o movimento, pois a maioria de seus clientes chega a pé. “Temos que ter paciência. Infelizmente não tem como fazer um omelete sem quebrar o ovo. Acredito que vai ficar bom para nós, comerciantes do Centro.”