[[legacy_image_226438]] O empresário e cantor Almir Matias da Silva, condenado a prestar serviços comunitários em liberdade após fraudes na saúde de Guarujá, não foi solto. Ele permanece na cadeia em função de outro mandado de prisão. Almir é investigado pela Polícia Federal (PF) por supostos desvios milionários na saúde guarujaense e de Cubatão. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Conforme apurado por A Tribuna, Almir Matias foi alvo de outro mandado de prisão preventiva, expedido pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), por supostamente ter descumprido medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica. Na quarta (30), o juiz Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Federal de Santos, condenou o empresário a 2 anos e quatro meses de detenção, em regime aberto, devido a compra de respiradores não autorizados pela Agência nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o tratamento da covid-19. Os equipamentos seriam direcionados à UPA Rodoviária, em Guarujá. A pena privativa de liberdade foi convertida em prestação de serviços comunitários e em multa de 50 salários mínimos (R\$ 60,6 mil). Na sentença em primeira instância, o juiz expediu alvará para soltura imediata do empresário, mas a prisão por descumprimento das medidas cautelares, imposta pelo TRF-3, impediu a soltura. DefesaO advogado do empresário, José Eduardo dos Santos, afirmou para A Tribuna que houve uma divergência de endereços na hora de intimar o cantor. A defesa protocolou pedido para revogação da prisão preventiva e aguarda resposta da Justiça. "A Justiça fez uma confusão de endereços na hora de citá-lo, mandou intimar ele em endereços que não eram dele. A defesa tomou conhecimento disso e informou para a Justiça o endereço dele correto. Mesmo assim, a Justiça não diligenciou em termos de intimá-lo para cumprir as medidas cautelares", alega. Quem é Almir Matias?O músico é apontado pela PF como responsável por desviar aproximadamente R\$ 125 milhões dos cofres públicos em Guarujá e Cubatão, com intermédio de Organizações Sociais (OS). Ele está preso desde 31 de agosto, devido a Operação Ar Puro. Almir era o responsável pela OS Pró-Vida, que administrou a UPA Rodoviária e outras 15 Unidades de Saúde da Família (Usafa) em Guarujá. O empresário também comandou a OS Revolução, que comandou a UPA Jardim Casqueiro, em Cubatão. Posteriormente, a unidade ficou com o Instituto Medicina Especializado em Gestão e Assistência à Saúde (Imegas), também controlado por Almir Matias. De acordo com a PF, o dinheiro desviado seria usado para financiar a carreira do cantor. As investigações também tiveram como alvo os prefeitos de Guarujá e Cubatão, Válter Suman e Ademário Oliveira, ambos do PSDB, respectivamente. Suman foi preso em 2021 e afastado da Prefeitura em março deste ano. Oliveira sofreu mandados de busca e apreensão na residência e na Prefeitura em agosto.