Obras foram iniciadas no ano passado, mas acabaram interrompidas; espaço receberá UME Dino Bueno (Alexsander Ferraz/AT) A retirada da placa sobre a reforma na antiga Escola Estadual Cleóbulo Amazonas Duarte, na esquina da Rua Guedes Coelho com a Avenida Washington Luís, no Bairro Encruzilhada, em Santos, há cerca de duas semanas, era um sinal de que algo não saía como o previsto, assim como o silêncio repentino das máquinas e operários. Pois a obra, iniciada em novembro do ano passado e com prazo de 15 meses para execução, foi interrompida. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A empresa contratada para a empreitada, a Construtora Credbens, primeira colocada no certame, alegou problemas financeiros. No seu lugar, assumirá a segunda colocada, a empresa E.C.P. TEC (Engenharia,Comércio e Planejamento Ltda). O espaço deverá receber a UME Dino Bueno. O objetivo é entregar a obra em fevereiro do próximo ano, e o valor do contrato será o mesmo da Credbens (R\$ 5.6 milhões), menos o valor correspondente a 1,55 % da obra, executada pela Credbens. De acordo com a Secretaria Municipal de Obras e Edificações, pasta que gerencia a obra, foram aplicadas duas notificações à empresa, por morosidade na execução dos trabalhos, sendo a segunda sob pena de multa. Como a Credbens não atendeu às notificações, foi multada no valor de um terço dos serviços a serem executados – cerca de R\$ 1,8 milhão. Depois disso a Prefeitura efetuou o distrato com a primeira colocada na concorrência pública. Queixas Quem mora ou passa todos os dias pelas proximidades do antigo Cleóbulo aguarda um desfecho favorável para o local, por muito tempo relegado ao abandono, marcado por diversos furtos de portões e fiações, além de invasões. “Tem que dar um jeito. Porque, como está atualmente, não pode ficar. é até perigoso para quem passa por aqui. É um espaço bem grande, e abrigaria uma escola ou mesmo um batalhão da Polícia”, afirma o professor de Educação Física Fábio Maurício dos Santos, de 48 anos. Um morador de um prédio vizinho, que não quis se identificar, não tem saudades do período das obras agora interrompidas. “Às 7 horas, toda manhã, eles já começavam. Às vezes, até antes. Ficavam no quebra-quebra, com marretada, britadeira, um horror. E isso também ocorria nos fins de semana”. Segundo a Prefeitura, desde a cessão do prédio ao Município, a Guarda Civil Municipal (GCM) faz rondas no local visando a proteção do prédio. “Ocorrências devem ser denunciadas por meio do telefone 153 (24h) da GCM, que não registrou ocorrências no prédio neste ano”, complementa a Prefeitura. A escola O objetivo da reforma geral e recuperação do prédio do Cleóbulo, escola desativada pelo Governo do Estado em 2018, é preparar o espaço para abrigar a UME Dino Bueno. Com a mudança, a escola, que atende 376 alunos de 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, passará a adotar o modelo de Educação Integral. A reforma tem o objetivo de adequar o edifício às exigências atuais da legislação vigente, como acessibilidade, sistema de combate a incêndio, para-raios, sistemas de informatização e clima-tização, além de espaços para atividades. Ao todo, a escola terá 16 salas de aula e seis salas pedagógicas: estudioteca, biblioteca, sala de artes cênicas, ateliê de artes, sala de dança e para atendimento educacional especializado.