Local é considerado um dos principais cartões-postais de Santos (Alexsander Ferraz/AT) As obras na Praça Independência, no Gonzaga, em Santos, no litoral de São Paulo, avançaram para uma nova etapa após a entrega de documentos complementares à Seção de Patrimônio Histórico (Sepasa), concluída na última semana. A intervenção prevê a recuperação do piso em mosaico português e a adaptação do espaço ao uso atual. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo a Prefeitura, o próximo passo será a análise do projeto pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Santos (Condepasa), prevista para quinta-feira (16). Os serviços são realizados pela Prefeitura Regional da Zona da Orla/Intermediária, com apoio da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade (Semam). Intervenções Entre as principais ações está o controle da vegetação que cresce entre as pedras do mosaico. Para isso, é implantado um contrapiso que aumenta a estabilidade da base, seguido da recolocação das peças originais. Cada pedra retirada é catalogada antes de voltar ao lugar, preservando o desenho histórico da praça. De acordo com o arquiteto e assessor técnico da Secretaria das Prefeituras Regionais, Alessandro Lopes, o desgaste do piso está diretamente ligado à mudança no perfil de uso da ciclovia. “A bicicleta foi o parâmetro de projeto original de muitas ciclovias. O autopropelido é um novo agente de carga, com comportamento mais próximo de veículos leves motorizados”, explica. Segundo ele, esses veículos exercem maior tração e impacto sobre o solo, o que favorece o deslocamento das pedras e aumenta a necessidade de manutenção. A obra, porém, não prevê a substituição do piso, mas sim o recondicionamento para suportar melhor esse novo cenário. Floreiras e outros pontos também passam por reparos. Interdições, prazo e custos Os trabalhos são realizados de forma gradual, com interdições parciais por trechos, para manter o uso da praça durante a intervenção. Por se tratar de um processo artesanal, que exige respeito ao desenho original do mosaico, o prazo estimado varia entre seis e oito meses. Sobre os custos, o prefeito regional da Zona da Orla/Intermediária, Rodrigo Câmara da Paixão, afirma que a obra é executada com mão de obra própria da Prefeitura, com gastos restritos a materiais já utilizados regularmente pelo Município, como pedras, areia e cimento. Paralelamente, a Prefeitura estuda um segundo projeto para o local, ainda em fase inicial. A proposta inclui iluminação cênica, melhorias paisagísticas e a possível reativação de uma fonte instalada nos anos 2000 e desativada desde 2015.