[[legacy_image_87918]] Uma comporta, um canal e uma estação elevatória começarão a ser construídos este mês no bairro Castelo, na Zona Noroeste de Santos. A empresa Terracom Construções ganhou a licitação feita pela Prefeitura e fará a obra ao custo de R\$ 37,5 milhões, com prazo de conclusão em até dois anos. Os três equipamentos formam um sistema contra alagamentos que será implantado na Avenida Haroldo de Camargo, no cruzamento com o Caminho da Divisa. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Longe de ser novidade, a obra é prometida há anos pela Prefeitura dentro do Programa Santos Novos Tempos. Em 2013, essa e outras quatro semelhantes foram anunciadas para a Zona Noroeste, mas jamais construídas. Mesmo que a promessa tivesse sido cumprida, seriam necessárias 12 estações elevatórias para que os moradores dessa região deixassem de conviver com enchentes. Só que não há prazo para isso. “O Município não consegue fazer sozinho, depende dos governos Federal e do Estado. Estamos buscando recursos. Temos verbas previstas e projetos para licitação nos próximos três anos de quatro estações elevatórias (incluindo a do Castelo). O que ocorreu em 2013 (promessa não cumprida) foi uma questão junto ao Banco Mundial (que financiava a obra), o projeto teve que ser revisto por questões de fundação, teve que ser refeito com novo formato de empréstimo, mais vantajoso ao Município”., explica o prefeito Rogério Santos (PSDB). Segundo o prefeito, as outras três já previstas serão na entrada da Cidade, onde fica o estacionamento de um hipermercado (que deve acabar com alagamentos no final da Anchieta e no início da Avenida Nossa Senhora de Fátima), uma na Alemoa e outra no São Manuel. “Mas, ao mesmo tempo, estamos trabalhando com outras comportas, inclusive no canal da Avenida Jovino de Melo”, diz Rogério. A Prefeitura afirma que já foram gastos R\$ 120 milhões com o Santos Novos Tempos, incluindo oito quilômetros de galerias, sistemas de drenagem e dragagem, pavimentação e moradias. Funcionamento da estação A estação elevatória do Castelo será construída em parte do mangue que já foi aterrada com recursos de empréstimo do Banco Mundial. Terá três bombas de sucção com funcionamento a diesel e capacidade para sugar o volume igual ao de seis caixas d’água de mil litros por segundo. Para conter o lixo que é levado com a chuva, o que provoca entupimentos no sistema e dano ambiental, a estação elevatória contará com um dispositivo no canal de deságue. Serão implantados cestos e grades para reter o lixo, em ambos os lados das comportas, todos em aço inox. “Ela vai ajudar na questão da drenagem que envolve o Castelo, e complementa o sistema que já foi entregue este ano, na Avenida Haroldo de Camargo: um quilômetro de total de revitalização, com fechamento do canal e 600 metros de galerias”, diz o prefeito. Ele explica que quando a maré está alta, a comporta evita a entrada de água nos canais e impede inundação do bairro. “O problema é quando junta a maré alta com a chuva, aí precisa desse bombeamento que leve a água para essa caixa de retenção. Esse é o projeto, a comporta impede a vinda da água da maré e o sistema faz bombeamento da água da chuva”, complementa Rogério.