Esse tipo de agressão é silencioso e progressivo. Contém desqualificações, ironias, ameaças e isolamento (Alexsander Ferraz/AT) “Você não consegue fazer nada direito”. “Você não vive sem mim”. O que começa como comentário ácido pode evoluir para uma engrenagem de controle e humilhação: a violência psicológica. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Para ajudar a identificar e provar esse tipo de violência, a Subseção de Santos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) promove, nesta quinta-feira (26), às 18h30, a palestra Violência Psicológica: Identificação e Prova. A convidada é a promotora de justiça Valéria Diez Scarance Fernandez, do Ministério Público Estadual, especialista em gênero e enfrentamento à violência contra a mulher. A palestra ocorrerá no Auditório II da OAB Santos (Praça José Bonifácio, 55, 2º andar, Centro). Há 180 vagas. Inscrições no site. O encontro é organizado pelas Comissões de Enfrentamento à Violência Doméstica, de Direito e Estudos em Família e Sucessões, de Especial Justiça Restaurativa da OAB Santos. Silenciosa Reconhecida pela Lei Maria da Penha, a violência psicológica é silenciosa e progressiva. Instala-se no cotidiano, em pequenas desqualificações, ironias constantes e ameaças veladas. O agressor isola, constrange e afasta a mulher de amigos e familiares, questiona sua capacidade intelectual e cria um ambiente em que a vítima passa a duvidar da própria memória e da percepção da realidade. Como resultados, a autoestima é corroída, a autonomia se enfraquece, há ansiedade e depressão. Mesmo pensamentos suicidas podem surgir como consequência direta da manipulação pelo agressor. A violência psicológica também consta no Código Penal: o Artigo 147-B, que criminaliza o dano emocional causado à mulher.