Rogério Santos (Republicanos, número 10) (Sílvio Luiz/AT) Rogério Pereira dos Santos tem 58 anos e nasceu em Santos. É formado em Odontologia, com especialização em Saúde Pública e mestrado em Saúde Coletiva. Servidor público concursado desde 1988. Eleito em 2020, busca o segundo mandato consecutivo como prefeito. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Como o sr. avalia o seu desempenho no primeiro turno das eleições e como tem sido a campanha neste segundo turno? Nós sabíamos que seria uma eleição disputada, com presença de candidatos fortes: a ex-prefeita Telma (de Souza, PT), a novidade do Nando Pinheiro (Avante), a deputada (federal) Rosana Valle (PL). Foi uma eleição em que a gente conseguiu cumprir as metas que queria: ir para o segundo turno, até de uma forma positiva, porque fomos em primeiro lugar e, ao mesmo tempo, elegemos a bancada necessária planejada na Câmara Municipal (...). Eu divido a campanha com a minha obrigação, o meu trabalho como prefeito, então, é algo bastante dinâmico. O sr. acredita que os votos do eleitor santista são definidos de acordo com sua ideologia política ou têm caráter mais pessoal, baseado no histórico do candidato? Um pouco de cada, e entra o terceiro fator, de acordo com o resultado. Santos vem numa linha de trabalho e escolhas dos últimos prefeitos baseada na experiência da gestão e dos resultados. E o fruto de tudo isso é essa Cidade tão bem constituída. Tem seus problemas: não existe cidade pronta nem cidade perfeita, mas Santos se destaca no cenário nacional e, até, internacional pela escolha que o santista faz a cada quatro anos, no caso, para prefeito. Essa escolha também baseada no bom gestor, e nisso eu acabo me destacando pelos anos que tenho na gestão pública. Se reeleito, qual será o seu primeiro ato como prefeito em 2025? Primeiro é fazer uma reunião com cada secretário. Exigir entregar o plano de governo em cada área. Exigir o cumprimento das metas, com prazos, com objetivos. E colocar os projetos prioritários, principalmente na área da habitação, na área da segurança, na área da educação. Educação é investimento a longo prazo, é processo. A gente não pode perder tempo. Na sua avaliação, qual deve ser o papel de Santos para viabilizar a tão discutida metropolização da Baixada Santista? Santos tem uma capacidade de acesso ao Governo Federal, ao Governo do Estado, às instituições, inclusive internacionais, e a gente tem a condição de, junto com os prefeitos, buscar soluções. (...) Não pode existir um desenvolvimento municipal: o desenvolvimento tem que ser metropolitano. É importante o apoio para que o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) chegue a Praia Grande, ao Litoral Sul, para que, dentro do túnel imerso (Santos-Guarujá), o VLT siga para Guarujá, em direção a Bertioga. A gente já pensa num diálogo para que se tenha o VLT indo até Cubatão. O VLT tem que ser um transporte metropolitano. Qual é a sua proposta para área da Saúde? Hoje, a grande demanda, em virtude do pós-pandemia, são os exames e consultas. É em virtude da pandemia e de pessoas terem perdido o emprego: muitas perderam o plano de saúde. A gente já tem feito os mutirões e vai ampliá-los. (...) A telemedicina (servirá) como apoio ao atendimento às especialidades que já se têm. Já temos o Ambesp Nelson Teixeira, e a gente quer levar para os equipamentos para a atenção primária fazer essa ligação do atendimento do clínico com o especialista através da telemedicina. O meu orgulho, a (policlínica) que eu mais tenho no meu coração, é a Policlínica do Dique da Vila Gilda: entregamos até o fim do ano. Precisamos construir outra, já estamos construindo a da Vila Progresso, precisamos, e já fiz o chamamento, para uma nova no Marapé. E vou fazer em outros bairros. E para a educação? Há quatro anos, nós escolhemos a Meta 6 (do Ministério da Educação), de 25% das crianças (nas escolas) em período integral. Santos chegou a 75%. Adquirimos imóveis, construímos, ampliamos e reformamos escolas. Agora, é a Meta 7, a qualidade do ensino através da valorização dos professores. Está no meu plano. Eu vou reclassificar a função dos professores tendo um aumento salarial. Vou criar um plano específico para cuidar da saúde do profissional da educação. E estimular que o professor permaneça em tempo integral na mesma escola. Santos tem uma das maiores frotas de veículos por habitante no País. Qual a sua proposta para melhorar a mobilidade e tornar o deslocamento entre os bairros mais ágil? A solução é o transporte público. Por isso, o VLT e a integração com os ônibus. Aqui em Santos, além dos ônibus, com a bicicleta. Nós temos uma rede de ciclovia de 55 quilômetros. Vamos colocar o Bike Santos próximo a cada estação do VLT, fazendo essa integração. O que a gente tem feito são os semáforos inteligentes. Contratamos um sistema que tem a parceria do Google e do Waze. Em tempo real, nós temos as condições e todos os números por toda a Cidade, de número de veículos naquele horário. As vias arteriais, hoje, estão mais expressas, com o tempo semafórico sincronizado, mais rápido. Qual a sua proposta para fomentar empregos na Cidade, não apenas para os mais jovens, mas também para pessoas que passaram dos 50 anos? Nós temos um projeto estruturante, que é o cinturão de indústrias em Santos, no Porto, que é o Porto-Indústria na Área Continental e na Alemoa Industrial. Isso é para todos: nós estamos fazendo a capacitação para isso através das Vilas Criativas, com cursos profissionalizantes. Além disso, investir muito no turismo e, também, no que a gente pode trabalhar para os idosos. Por exemplo, com incentivos de startups e de programas dentro do Parque Tecnológico. Como lidar com a questão das pessoas em situação de rua e usuários de drogas? Aqui em Santos, nós contratamos mais guardas municipais, ampliamos a atividade delegada junto com a PM e vamos criar a figura do Jovem Guardião (com papel de fiscalização de posturas), em um programa no qual vamos dar um salário mínimo e meio para jovens reservistas dos 18 aos 20 anos. Estamos criando e instalaremos 20 bases avançadas de segurança nos bairros. Com auxílio de tecnologia, drones e câmeras de segurança portáteis, nós vamos fazer fiscalizações, (também pela) questão da criminalidade. Por que o eleitor deve votar no sr. no segundo turno? Quando você contrata um gestor, um gerente para uma empresa, você vê o currículo, você vê o que já fez. Que curso já fez para se capacitar para ocupar aquela posição. Se é feito isso numa empresa, na cidade é a mesma coisa. O prefeito é o gestor da cidade. E muito mais do que ideologia, o importante é saber fazer. Santos, ao longo destes últimos anos, tem escolhido pessoas com a característica de gestor público, e é por isso que eu quero continuar. Eu gosto da gestão pública, eu sou apaixonado pela Cidade de Santos e tenho uma longa experiência. Estou com muita energia e vontade para continuar fazendo aquilo a que a gente se propõe, como a inovação, como esses projetos novos que a gente coloca à disposição da população.