Catorze veículos foram entregues em Santos, no dia 21, para as linhas 61, 100, 118 e 181 (Sílvio Luiz/ AT) Os degraus dos novos micro-ônibus do transporte coletivo em Santos, no litoral de São Paulo, têm dificultado o embarque e o desembarque de passageiros. É o que relatam entrevistados de A Tribuna, que apontam obstáculos, principalmente, para idosos e pessoas com dificuldades de locomoção. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Catorze veículos foram entregues pela Prefeitura no dia 21 e substituem coletivos mais antigos. A frota atende as linhas 61, 100, 118 e 181, que ligam os morros a outras regiões da Cidade. Testemunhos O operador Matheus Rodrigues, de 31 anos, conta que a mãe utiliza as linhas 118 e 181. “Como ela já tem 73 anos e problemas no joelho, sente dificuldade e um pouco de dor ao subir. Porém, ela disse que não sentia isso com os micro-ônibus mais antigos”, afirma. Rodrigues lembra que uma idosa precisou pedir ao motorista que parasse mais à frente, onde a calçada era mais alta, para embarcar. Ele defende o uso de veículos com piso mais baixo e que os motoristas aproximem os coletivos do passeio. A estudante Maria Eduarda Mascarenhas, de 21 anos, também relata dificuldades na linha 100, que usa quase diariamente para ir ao trabalho e à faculdade. “Para subir nele, você tem que fazer uma força descomunal. Tem gente que não consegue subir. Tanto subir como descer dele é bem complicado”, diz. Ela também cobra melhorias gerais no serviço de transporte coletivo municipal. Respostas oficiais Em nota, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que “os novos veículos incorporados à frota municipal têm a mesma altura dos que foram substituídos e estão em conformidade com as normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)” sobre fabricação e acessibilidade de ônibus urbanos, as normas brasileiras (NBRs) 15570 e NBR 14022. Segundo a companhia, os coletivos contam com dispositivos auxiliares destinados a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, para garantir segurança, conforto e acessibilidade. A CET acrescenta que “todo novo veículo incorporado à frota municipal passa por inspeção prévia realizada pela equipe técnica da área de transportes da companhia”. A Viação Piracicabana, responsável pela operação, também afirmou que os ônibus seguem as normas técnicas e a legislação vigente sobre acessibilidade e segurança. A empresa destacou que os veículos são fabricados por empresas especializadas e já são entregues em conformidade com as exigências aplicáveis. "A empresa ressalta que seus motoristas passam por treinamentos periódicos, que reforçam as orientações para um embarque e desembarque seguros, incluindo a aproximação dos veículos à guia da calçada, com atenção especial às pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Os veículos são equipados com elevadores e espaços adaptados, assegurando autonomia e segurança para pessoas com mobilidade reduzida ou deficiência", diz a empresa. A Piracicabana também destacou que disponibiliza os aplicativos Quanto Tempo Falta e Quanto Tempo Falta Pay, que permitem consultar horários, itinerários, localização dos ônibus em tempo real e previsão de chegada aos pontos, além de comprar passagens. "A Viação Piracicabana reafirma seu compromisso com a segurança, a acessibilidade e a qualidade dos serviços prestados à população", conclui a nota.