[[legacy_image_357389]] O trecho da Rua João Pessoa entre a Rua Braz Cubas e a Avenida Senador Feijó, no Centro de Santos, ficará bloqueado a partir das 9 horas desta sexta-feira (17) para obras da segunda fase do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT). Com o novo bloqueio, a via ficará interditada da Rua Doutor Cochrane à Avenida Senador Feijó. Estará, porém, permitido acesso local a moradores e comerciantes. A Prefeitura de Santos reitera que a conclusão dos trabalhos está prevista para 30 de julho, quando será liberada a circulação de veículos. O Município informou que a rota alternativa para motoristas é a Rua General Câmara. Segundo a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (Emtu), responsável pelas obras do VLT, no momento, 65% dos serviços estão concluídos. Ainda neste mês, deve ser interditado o trecho entre a Avenida Senador Feijó e a Rua Martim Afonso. Conforme a Emtu, a previsão do início das obras é o próximo dia 24. As interdições e rotas alternativas ainda serão divulgadas pela Prefeitura de Santos. Já nos cruzamentos da rua João Pessoa com a Braz Cubas e Senador Feijó, a data de início prevista é 31/05. PreocupaçãoConforme noticiado por A Tribuna no último dia 8, as obras da segunda fase do VLT têm preocupado comerciantes do Centro de Santos, que vêem queda no movimento em seus estabelecimentos. O temor ocorre, agora, em comerciantes estabelecidos no trecho da Rua João Pessoa a ser bloqueado a partir desta sexta. É o caso de João Campos, dono de um estacionamento na esquina com a Braz Cubas. Segundo ele, mesmo com o acesso local liberado, o bloqueio causa preocupações. “O movimento está caindo muito, o pessoal está correndo para o outro lado, não tem mais acesso. Estou muito preocupado, porque temos as contas, os compromissos e, sem os clientes, não conseguimos pagar”, afirma. A comerciante Carla Renata Trindade, dona de uma loja de roupas íntimas femininas no mesmo trecho, afirma que, com as obras do VLT, “a gente não sabe quanto a nossa venda diária vai baixar. Então, hoje, estamos com essa instabilidade”. A lojista acrescenta que precisava contratar uma funcionária, mas, devido à incerteza quanto ao movimento durante as obras, reconsiderou a ideia. “Precisamos nos segurar por uns 90 dias”, acrescenta. A comerciante, no entanto, tem boas expectativas para quando o VLT estiver em plena operação. “Acreditamos que venha uma melhora para o ano que vem.”