Hoje, o monitoramento por drone no combate à dengue é apenas para identificar possíveis focos (Raimundo Rosa/ PMS) Santos terá, em breve, mais um aliado no combate à dengue: a Cidade irá comprar um novo drone para pulverizar larvicida e inseticida em locais de difícil acesso. O objetivo, segundo a Secretaria de Saúde, é aprimorar o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e de outras doenças virais, como chikungunya, zika e a febre-amarela. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Lugares como calhas altas, terrenos e imóveis desocupados podem representar um perigo para a saúde da população santista por serem locais propícios aos mosquitos. Nesses locais, o novo drone poderá aplicar o larvicida, caso detecte um foco com larvas, ou no caso de infestação de mosquitos adultos, o inseticida. Ambos os produtos utilizados são seguros, liberados pelo Ministério da Saúde e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “O larvicida que usamos, o natural, você pode colocar na água e beber”, diz Ana Paula Valeiras, diretora do Departamento de Vigilância em Saúde. Desde 2019 a Pasta já conta com um drone exclusivo. No entanto, esse aparelho realiza apenas a captação de imagens. Além desse, a Secretaria da Saúde ainda pode utilizar outros drones que são do Centro de Controle Operacional e estão disponíveis às secretarias. Mais um aliado Apesar de ser uma ferramenta importante para visualizar com precisão os locais de difícil acesso ou onde os agentes tiveram a entrada negada, o novo equipamento complementa o trabalho de prevenção à dengue com a pulverização de larvicidas e inseticidas. Além disso, a aquisição se soma às demais estratégias adotadas para prevenir arboviroses. “Essa é só mais uma que vamos utilizar, e o mais importante é que fazemos essas ações o ano todo. Nós não paramos”, destaca Ana Paula. O drone também pode ser útil para prevenir a febre oropuche. Foram cinco casos confirmados no Vale do Ribeira e, segundo especialistas, há possibilidade do vírus chegar à Baixada Santista. “Se houver necessidade, o drone também vai utilizar os mesmos produtos para que a gente combata essa doença que está aí se alastrando pelo nosso País”, garante. O ano todo A tecnologia, no entanto, também tem suas ressalvas e burocracias. Por exemplo, a Prefeitura ressalta que toda ação com drone é precedida de pedido de autorização do uso do espaço aéreo para a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O tempo também deve estar com boas condições meteorológicas. Além disso, o esforço tecnológico não pode ser o único: segundo a Prefeitura, 75% dos criadouros do mosquito estão dentro dos domicílios, ou seja, não estão em locais acessíveis aos drones. “O Poder Público está fazendo a sua parte, mas a gente precisa que a população também faça a dela. Já, agora. Hoje, a dengue acontece o ano todo, não é mais como era antigamente, sazonal”, alerta Ana Paula.