Santos fará um novo censo da população em situação de rua a partir de 2027. Segundo a Prefeitura, a iniciativa busca traçar o perfil dessas pessoas, identificando suas condições de vida e necessidades para orientar políticas públicas e aprimorar os serviços municipais. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Os trabalhos começam em fevereiro e serão desenvolvidos em conjunto pela Secretaria de Desenvolvimento Social e pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Campus Baixada Santista. A divulgação do relatório está prevista para o período entre julho e agosto do ano que vem. Grupo de Trabalho O Grupo de Trabalho responsável pela preparação e pela coordenação da pesquisa foi instituído por decreto municipal. Segundo a Prefeitura, o grupo reunirá representantes da pasta de Desenvolvimento Social, da Secretaria de Saúde, da Unifesp e de pessoas em situação de rua. De acordo com a Prefeitura, estão previstos o mapeamento, o pré-teste e a aplicação do censo. Em seguida, serão realizadas a análise dos dados e a elaboração dos materiais. Último censo da população em situação de rua na Cidade ocorreu em 2019. Agora, haverá atualização (Vanessa Rodrigues/AT) Capacitação O trabalho inclui a capacitação das equipes, a definição da metodologia, a escuta da população em situação de rua, o mapeamento dos locais de pernoite e a aplicação de questionários. Também estão previstas a produção de relatórios e a elaboração de materiais técnicos. A Administração informou que a participação de pessoas em situação de rua no Grupo de Trabalho busca incorporar suas experiências à construção da pesquisa, ao conhecimento científico e à atuação dos profissionais envolvidos. Levantamento anterior De acordo com a Prefeitura, o último censo da população em situação de rua realizado em Santos, em parceria com a Unifesp, ocorreu em 2019 e identificou 868 adultos nessa condição. Do total, 761 estavam nas ruas e 107 em serviços de acolhimento. Os resultados foram apresentados parcialmente em 2020, quando a pandemia de covid-19 já havia alterado o cenário retratado pela pesquisa. Essa questão reforçou a necessidade de atualizar o diagnóstico, de acordo com a Prefeitura.