[[legacy_image_70932]] Santos terá um novo bonde pelas ruas do Centro – o sétimo. Desta vez de origem japonesa, doado pela cidade de Nagasaki. Datado de 1958, com 34 lugares, ele foi doado a Santos em celebração aos 40 anos de irmandade entre as duas cidades. A ideia da Prefeitura e da CET-Santos, responsável pelo restauro, é colocá-lo nos trilhos em 9 de agosto – Dia Municipal da Luta pelo Desarmamento Nuclear e Paz Mundial. E aproveitar a ocasião para lembrar as vítimas da bomba atômica, em 1945. No momento, estão sendo adaptadas as rodas do veículo, para que possa circular na Cidade. “A linha de Santos remonta ao século 19. Ela têm 1.350 milímetros e é a única no mundo com a medida, pois foram preservadas do bonde que ligava o Centro de Santos a São Vicente.As rodas originais estão na mão de uma empresa brasileira. A previsão é que estejam prontas em abril”, explica o engenheiro responsável pela restauração do bonde, Marcos Rogério Nascimento. Somente após a finalização das rodas, a equipe vai poder se dedicar a outros pontos de manutenção. Processo A doação foi oficializada em 2014, porém o veículo só foi apresentado à população santista em 2016, e desde então o processo de restauro passou por dificuldades. Segundo Rogério, o restauro começou após o período de avaliações técnicas e financeiras. Quando toda a fiscalização aconteceu, a Prefeitura de Santos e a CET decidiram entrar com o projeto no Departamento de Apoio ao Desenvolvimento dos Municípios Turísticos (Dadetur) para conseguir necessária. “Não é um processo simples. Começamos a fazer a avaliação técnica em 2016, para ver quais seriam os reparos necessários. Só depois tivemos a chance de ver a questão financeira que foi fechada em cerca de R\$ 150 mil. Nesta etapa, resolvemos recorrer a verba, mas para isso precisamos montar projetos e o órgão tinha que aprovar. O processo demorou bastante e só começou a dar certo em 2018”, explica. O vereador Sadao Nakai (PSDB) foi uma das autoridades a receber a chave do bonde em 2014. Ele fez o pedido de uma reunião, que aconteceu na última sexta-feira, com o secretario de Turismo, Odair Gonzalez e com o engenheiro Rogério para entender o motivo da demora na inauguração. “Tivemos uma dimensão exata desse processo de adaptação do bonde. Não era tão simples quanto a gente esperava. A dificuldade também está na parte eletrônica, porque o sistema é totalmente diferente”, explica. Segundo o engenheiro, apesar da demora, quando estiver pronto, o bonde vai funcionar por anos. “Tudo tem que estar em seu devido lugar, funcionando perfeitamente. Então estamos priorizando a qualidade”,finaliza. Detalhes O anúncio da doação do bonde foi feito em 2012, quando o convênio de irmanação entre Nagasaki e Santos completou 40 anos. O processo foi formalizado em2014e em 2016 o veículo foi para um estacionamento no Valongo, onde acontecem os trabalhos de restauração. A CET já tem trabalhado na adaptação do bonde para a captação de energia via aérea. O veículo japonês vai usar o mesmo sistema dos trólebus que já operam na Cidade.