[[legacy_image_262163]] A Prefeitura de Santos planeja mudar policlínicas e outras unidades de saúde de endereço para agilizar serviços, atender a demanda cotidiana nos bairros onde estão instaladas e reduzir a fila de espera por consultas e exames em outros equipamentos. Também deverá concluir a construção de uma ou duas policlínicas neste ano: a da Vila Gilda, no Rádio Clube, e a do Estuário, próximo à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Zona Leste. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Assim afirma o secretário municipal de Saúde, Adriano Catapreta, em entrevista para A Tribuna. Ainda segundo a Administração, está prevista para este semestre a licitação para as obras de uma nova policlínica na Vila Progresso, morro habitável mais alto da Cidade (veja destaque). As obras na Vila Gilda são resultado de um Termo de Responsabilidade de Implantação de Medidas Mitigadoras e/ou Compensatórias (Trimmc) firmado, em 2021, entre a Prefeitura e a empresa BTP, responsável pelos serviços — que incluem a ampliação do Centro da Juventude da Zona Noroeste, no mesmo endereço da futura policlínica. Com até 18 meses para conclusão, ficará na Rua Vereador Álvaro Guimarães, no Rádio Clube. CompromissoNo Estuário, o compromisso para sua construção foi assinado em maio do ano passado com o Lions Clube Ponta da Praia, cuja antiga sede foi demolida para a construção dessa policlínica, e a Eldorado Brasil Celulose, que custeará a obra, orçada em R\$ 3,9 milhões. Os trabalhos começaram em agosto último. A parceria com a empresa se deve à construção do seu novo terminal portuário, que deverá ficar pronto no primeiro semestre do ano que vem. O Lions também terá uma nova sede, na parte superior da policlínica. Igualmente, será custeada pela Eldorado. Catapreta comenta que a decisão de construir a unidade no Estuário ocorreu após se constatar que “as policlínicas do Embaré, da Aparecida e da Ponta da Praia estavam extremamente lotadas. A gente acha que o viável de uma unidade é atender em torno de 16 mil pessoas e, então, avaliamos a cada mês como está o número de pacientes atendidos, como estão as filas e a demora na marcação de consultas”. “A nova unidade vai atender o bairro do Estuário e parte do Macuco. Elas já são uma demanda que existe e vai nascer com um grande número de pacientes. Esperamos que a obra seja entregue até o final do ano. Depois, tem toda parte burocrática (antes da abertura)”, diz. DestaqueA Administração planeja iniciar neste ano as obras da nova policlínica da Vila Progresso. Ela ocupará um terreno localizado na Travessa 1, ao lado da caixa d’água. Substituirá a unidade atual, situada em duas casas da Rua Três. O investimento estimado é de R\$ 6,020 milhões, com verba municipal. A licitação deve ser aberta até o final de junho, e a construção deverá ficar pronta em até 15 meses após a emissão da ordem de serviço para o início das obras. Serão 700 metros quadrados de área construída, em três pavimentos. RetrancaO secretário de Saúde, Adriano Catapreta, confirmou que há interesse da Prefeitura em fazer mudanças em, pelo menos, dez unidades de saúde. Por exemplo, com novos endereços para policlínicas existentes e um Centro de Atenção Psicossocial (Caps) aberto por 24 horas. “Estamos tentando novos locais para a Policlínica do Marapé, ou pode ser construída uma segunda unidade. A do São Jorge e Caneleira também terá um novo endereço, assim como a do Morro José Menino. O Caps Orquidário e o Caps Tô Ligado, temos desejo de mudar de local”, afirma. Na visão de Catapreta, “já temos uma estrutura importante e bem significativa. Apesar de termos problemas, muitas vezes pontuais, é uma estrutura de saúde que funciona de forma adequada e queremos que funcione cada vez mais”, alega. O secretário deu como exemplo a inauguração, nos próximos dias, do novo Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD). O objetivo é que, futuramente, fique aberta por 24 horas ao dia. Essa unidade funcionará em um imóvel da Sociedade Portuguesa de Beneficência, na Rua Monsenhor Paula Rodrigues, na Vila Mathias, com fluxo de pacientes exclusivo para esse serviço de saúde mental. “A dependência química é uma doença que assola nossa sociedade cada dia mais, e precisamos de estruturas melhores para resgatar esses pacientes”, salienta o secretário. Destaque 1Uma questão a resolver e que, em parte, depende dos pacientes é o chamado absentismo. Traduzindo, é a ausência de quem deveria comparecer ao serviço marcado, algo que ocorre de modo “gigantesco” nas unidades de saúde santistas, segundo Adriano Catapreta. O secretário calcula que mais de 40% das consultas marcadas não se realizam porque o paciente falta. Destaque 2Em requerimento apresentado na Câmara de Santos na última semana, o vereador Francisco Nogueira (PT) sugeriu à Prefeitura que uma nova policlínica seja construída no Marapé. Seria erguida em um terreno vazio na Avenida Nilo Peçanha, 1.439. Trata-se do “antigo depósito do Marapé”, que está “desocupado já faz algum tempo” e estaria à venda. Membros do Conselho de Saúde do bairro afirmam, de acordo com Nogueira, que a expansão imobiliária fez crescer a população do bairro, que demanda outra unidade de saúde.