[[legacy_image_65337]] Novas frentes de trabalho devem ser abertas entre o final deste mês e início de maio para acelerar o ritmo das obras da segunda fase do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), em Santos. Em seis meses, foram executados 5% dos serviços previstos no contrato e gastos cerca de R\$ 11 milhões. Pelos menos 170 trabalhadores, entre pessoal de campo e de escritório, estão envolvidos nessa etapa. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! No total, as obras contemplarão o trecho entre a Avenida Conselheiro Nébias e o Terminal Valongo. Serão 8 km de extensão e 14 estações com acessibilidade. A expectativa é transportar 35 mil pessoas por dia. A segunda fase está orçada em R\$ 217,7 milhões e deve ser entregue no segundo semestre de 2022. Agora, ocorre a preparação das vias para as operações do VLT, explica o engenheiro responsável pela obra, Carlos Romão. “Começamos com as atividades que precedem a execução das obras, que são as prospecções arqueológicas, as investigações do ponto de vista ambiental de contaminação do solo e as vistorias cautelares. Praticamente concluímos as duas primeiras”. Já as vistorias cautelares, segundo ele, são feitas aos poucos, conforme o andamento dos trabalhos, porque se referem às análises realizadas nos imóveis. Até agora, ocorreram aproximadamente 600, metade do previsto. “A gente faz um pouco antes de começar a obra. São executadas por empresas de engenharia que visitam os imóveis para verificar a situação das paredes e fundações. A avaliação é utilizada mais tarde para saber se a obra causa algum impacto nesse imóvel. Na verdade, elas são uma espécie de seguro para a gente e aos moradores”. Remanejamentos Há ainda a execução de remanejamento de equipamentos de concessionárias de serviços públicos que estejam ao longo do trecho. “Se houver algum equipamento ou cabo instalado no traçado do VLT, tem de ser feita a alteração para que você consiga construir as estações”, informa Romão. Os remanejamentos já ocorreram na Rua Cunha Moreira e na Avenida Rodrigues Alves. Agora, a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) aguarda novas liberações da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Santos) para avançar a outras vias da Cidade. “Eles estão analisando para darmos andamento às obras, porque todas as modificações nas ruas são precedidas de alterações no trânsito. Há a divulgação aos moradores e a própria CET-Santos publica no Diário Oficial. Avançaremos às ruas João Guerra, Sete de Setembro e Campos Mello. Isso será feito ao longo de todo o traçado”. Veja como ficará com o novo trecho Em nota, a Prefeitura de Santos informou que a definição das próximas intervenções será estabelecida em uma reunião que ocorrerá entre CET-Santos e EMTU, ainda sem data definida. “O planejamento dos locais de obras e das rotas alternativas é feito de forma a causar o menor impacto possível no trânsito”. De acordo com a EMTU, também deve ter início a construção de uma subestação elétrica na Rua Campos Mello. “Já estão em andamento a parte de fundação e a construção de muros”. Drenagem Os serviços concentram-se, no momento, na Rodrigues Alves, e devem levar ainda 15 dias para serem concluídos. Elas já foram realizadas também na Avenida Campos Sales. “No traçado inteiro a gente terá obras de drenagem. Por conta do operação do VLT, precisaremos dessas melhorias”, diz Romão, acrescentando que serão instalados dois poços de bombeamento, caso necessário. “São bombas que são ligadas automaticamente em caso de chuva muito forte, porque não há escoamento para maiores quantidades de água. Quando o VLT estiver operando, não poderemos ter enchentes, porque a via permanente é no nível da rua”.