[[legacy_image_241392]] O que seria uma boa solução para quem precisa da travessia Santos-Vicente de Carvalho tem se mostrado um problema. Inaugurada há nove dias, a passarela ao lado da Alfândega de Santos não tem agradado aos usuários - pelo contrário. São queixas de sobra, e motivos para isso também. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Vão desde o elevador que não funciona, a escada íngreme e as canaletas que serviriam para que os ciclistas conduzissem suas bicicletas, que mais atrapalham que ajudam. O jeito é subir lentamente, contar com a colaboração de guardas portuários que podem, eventualmente, abrir os portões de acesso à estação ou, no caso das bicicletas, carregá-las sobre os ombros. A Reportagem esteve no local na manhã desta quarta (25) e ouviu diversas reclamações. "É uma vergonha isso aqui. Não tem funcionalidade para ninguém". diz a diarista Liliane Ribas dos Santos, apontando para a canaleta das bicicletas. 'Quem fez, parece que tem raiva de ciclista de idoso. Onde passa a bicicleta é pequeno, e ainda esbarra no corrimão". O autônomo Agnaldo de Oliveira vai na mesma linha. "Está horrível, também porque está misturado, quem anda com bicicleta e quem está sem. Acaba atrapalhando todo mundo. Uma separação de espaço seria a ideal". Elevador Pessoas com mobilidade reduzida esbarravam num elevador que não funcionava. "Estou sempre atravessando para lá, e só consegui usar o elevador duas vezes", diz a dona de casa Paula da Paixão, de 78 anos. "Coitado do meu joelho", lamenta. "Deveria haver um técnico no local para arrumar no momento em que quebra. Ele não pode ficar parado. Moro na Vila Edna e vim para assinar alguns papeis. Para mim, é uma dificuldade extra. Lamento muito", diz a dona de casa Maria Joana Anacleto, de 68 anos. Ela só pôde ingressar na barca com a ajuda de um guarda portuário, que parou o trânsito da Avenida Perimetral para que ela atravessasse a via. [[legacy_image_241393]] Outro lado Em nota, a Santos Port Authority, a Autoridade Portuária de Santos, afirma que "os elevadores da passarela Alfândega-cais, destinados aos portadores de necessidades especiais e mobilidade reduzida, estão paralisados em função de uma manutenção corretiva. Enquanto isso, a Guarda Portuária encontra-se no local para auxiliar aqueles que necessitam atravessar pela via". Em relação às insatisfações de usuários sobre a passarela, a SPA esclarece que: "o projeto não foi elaborado pela Autoridade Portuária, que tão somente analisou suas possíveis interferências nas atividades portuárias. Sua aprovação, no que tange ao dimensionamento e atendimento aos usuários, também não ficou a cargo da SPA. O referido projeto foi submetido aos órgãos municipais pertinentes, incluindo o Condepasa" Além disso, a Autoridade Portuária argumenta que "somente assumiu a manutenção da passarela a partir de sua doação, ocorrida oficialmente no dia 16 de janeiro. Possui um contrato ativo para a manutenção preventiva e corretiva dos elevadores, os quais tem capacidade média de 16 pessoas por viagem, devendo ser prioritários para pessoas com mobilidade reduzida e necessidades especiais. A SPA conta com um plano de atendimento aos usuários em caso de avaria dos elevadores, com interrupção do tráfego rodoviário e abertura da passagem junto à via férrea pela Guarda Portuária". Por fim, sobre as reclamações dos ciclistas, a estatal afirma que "as escadas são dotadas de canaletas para os pneus, a fim de facilitar a subida e a descida das bicicletas, não havendo necessidade de que sejam carregadas".