Fase da obra em Santos das paredes-diafragma, para conter solo e água do lençol freático durante escavações (Alexsander Ferraz/ AT) Foi iniciada nesta semana a construção da estrutura de contenção, feita em concreto armado, da futura Estação Elevatória com Comportas 6 (EEC6), em Santos, no litoral de São Paulo. O objetivo é reduzir a incidência de alagamentos no Saboó, em especial quando há chuva forte combinada com maré alta. A obra deve terminar até fevereiro de 2028. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo a Prefeitura, esta é a fase da obra das chamadas paredes-diafragma, com 40 metros de profundidade e que servirão para a contenção do solo e da água do lençol freático durante as escavações para implantação do reservatório. A EEC6 ficará na Avenida Engenheiro Augusto Barata, com um reservatório de 1,3 mil metros quadrados, área equivalente a quatro ou cinco terrenos residenciais. Máquinas são usadas na preparação do terreno e na instalação das guias para o alinhamento das paredes que haverá no subsolo. Haverá mais A EEC6 será a segunda estação elevatória da Zona Noroeste. A primeira, a EEC7 Engenheiro Marcos Diniz, foi ativada em maio de 2023, no final da Avenida Haroldo de Camargo, para atender, em especial, os bairros Castelo, Areia Branca e, do lado de São Vicente, o Jardim Guassu. A EEC6 atenderá área de dois quilômetros quadrados e beneficiará diretamente o Saboó, exceto nas ruas mais próximas e paralelas à Avenida Nossa Senhora de Fátima. A nova estrutura ficará perto da divisa da bacia de contribuição do antigo Rio Furado. Áreas da Vila Haddad e do Chico de Paula serão atendidas pelas futuras EEC0 e EEC9. Equipamentos A EEC6 terá oito conjuntos de motobombas verticais a diesel, com capacidade de 2,5 mil litros por segundo cada. Juntos, poderão atingir vazão de 20 mil litros por segundo, o equivalente à capacidade de esvaziar uma piscina olímpica em dois minutos. Pronta, a estação passará por 18 meses de operação assistida. O prazo poderá aumentar caso períodos prolongados de chuva ou instabilidade climática paralisem parte dos serviços. A construção da EEC6, incluindo a estação elevatória, a comporta e o canal, deverá custar R\$ 153,3 milhões. Do total, R\$ 149,2 milhões são financiados pela Corporação Andina de Fomento (CAF), e o restante, pela Prefeitura. O financiamento foi contratado em agosto de 2024 para o Programa Santos Mais, de macrodrenagem, investimentos em acessibilidade, inovação, sustentabilidade, pavimentação e moradia. O programa inclui outras três EECs: a 2, nos bairros Bom Retiro e Santa Maria, a 4, no Rádio Clube, e a 9, no Chico de Paula.