[[legacy_image_281614]] É como pegar carona em algum lugar do passado. Um festival de memórias em forma de Fusca, Opala, Mustang, Maverick, Impala – de modelos clássicos a esportivos, dos anos 1940 em diante. Quem passou pela Praça Mauá, no Centro Histórico de Santos, na manhã de sábado (15), pôde apreciar cerca de 50 automóveis antigos no encontro mensal do Clube de Automóveis Antigos de Santos (CAAS). Para os visitantes, curiosidade, beleza e memória afetiva. Para os membros do clube, a agenda é outra. “A gente vem com os carros, mas é desculpa. O que a gente quer mesmo é ver os amigos e restaurar um pouco da memória daquilo que vivemos no passado. A gente vê muitos carros aqui que o nosso pai, tio ou avô teve igual e que nos lembram de fatos interessantes. Isso é gostoso”, explica o presidente do CAAS, João Antonio Rechtenwald. O processo para transformar um carro velho num antigo é demorado. “Não é fácil encontrar peças originais. Às vezes, tem que mandar fazer, encontrar pessoas que conheçam o veículo melhor do que você. Leva de três a cinco anos para restaurar um carro antigo, mas não é só um carro, é cultura, é história”. Paixão de famíliaUm dos veículos que mais chamou atenção foi um Chevrolet Fleetmaster conversível, preto, ano 1946. O veículo pertence ao restaurador Ricardo Mirabella, que herdou de sua família o gosto por automóveis. Colecionador, ele tem 15 veículos antigos. “A minha paixão por carros antigos vem da infância. Os meus avós e os meus pais já eram comerciantes de veículos e tinham carros antigos”. [[legacy_image_281615]] Já o advogado paulista Paulo Vita, membro do Puma Club Brasil, sediado em São Paulo, levou para a exposição o seu Puma conversível, cor prata, de 1980. Ele possui ainda outro Puma, vermelho, ano 1985, que deixou em casa. “Comprei um apartamento em Santos, no final do ano passado, e estou vindo aqui pela primeira vez. A gente tem que conhecer o pessoal que tem ferrugem nas veias. Eu me identifiquei com o pessoal do grupo e estarei junto mais vezes”. O queridinhoNo entanto, o Fusca ainda é o queridinho do público. Foi um verde oliva, 1953, que encheu os olhos da compradora de ouro e prata Maria José Mendes. “Ter um Fusca sempre foi o meu sonho!” O auxiliar de serviços gerais José Gomes levou o filho Samuel, de 8 anos, para visitar a exposição. “Eu amo carros antigos e o Samuel também. O Fusca, para mim, é o máximo. Meu pai teve um, e eu curto bastante, porque ele é antigo e potente, melhor do que muitos carros de hoje em dia”. “Eu conheço todo tipo de carro e gosto de todos os antigos”, emendou o filho, Samuel.