[[legacy_image_270537]] Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! No lugar do globo espelhado giratório, um belíssimo sol de outono. Calças boca-de-sino ou saltos plataforma? Nada disso: um bom par de tênis e roupas confortáveis, além de muita disposição. Mas o som não deixava dúvidas: era puro suco de dance music, soul e disco dos anos 1970, 1980 e 1990. O clima dos bailes dominou ontem o Jardim Botânico Chico Mendes, na Zona Noroeste, em Santos. Dezenas de pessoas participaram da Tarde do Flashback, evento que teve arrecadação de donativos para a ONG Procuru e o Projeto Irmãos do Bem, além do Fundo Social de Solidariedade de Santos (FSS). É solidariedade que faz bem ao corpo e à mente. “Estou me divertindo muito. Depois que a gente se aposenta, o negócio é se divertir. Como é a primeira vez aqui, essa apresentação está maravilhosa”, conta a aposentada Solange Sacramento, de 54 anos. Ao som de Afrika Bambaataa, Earth Wind & Fire e The Weather Girls, entre outros, ela não perdia o passo e ainda lembrava dos bailes da juventude. “Ia ao Beira-Mar, Lofty, Zoom... Onde tinha agito, eu ia”. O auxiliar de bibliotecário Marcílio Ignácio também ensaiava uns passos. Sua camiseta, com o nome de diversas baladas que marcaram época em Santos, como Planet Z, Breezy e Mythos, reforçava o tom de nostalgia. “Onde tem flashback, por mais perigoso que seja o local, o baile sempre acontece em clima de paz”, resume. Mesmo quem não dança acompanha a movimentação com sorriso no rosto- e gosto de “quero mais”. “Está muito bom, maravilhoso. Tem que ter mais vezes. Vou vir sempre”, diz a dona de casa Dilela Rodrigues, de 84 anos. Ela estava com a sobrinha e batia os pés no chão a cada som que tocava. SolidariedadeProfessor de dança da Secretaria Municipal de Cultura (Secult), Ricardo Andrade Marinho destaca a grande presença de público e a arrecadação de mais de 100 kg de alimentos. “Só de realizar essa ação para a família, não tem preço que pague. A gente vem da década de 1990, dos bailes ao som de miami (ritmo musical). Além disso, a doação de alimentos para as entidades é muito. O público surpreendeu bastante. Foi muito bom ver crianças dançando o passinho com os pais. Valeu a pena”. Coordenador do Jardim Botânico, Edson Inácio da Silva destacou outras atividades, como o encerramento da Semana do Brincar e uma feira de artesanato, para geração de renda local. “Queremos transformar o Jardim Botânico num atrativo turístico não só pra as pessoas da Zona Noroeste, mas de outros bairros também. Queremos abrir os braços para a cidade e fazer o santista utilizar cada vez mais o equipamento”, complementa.