[[legacy_image_330084]] Para um prefeito, os desafios são sempre em grande quantidade. Qual o principal para este ano? Temos em mente a expectativa de uma retomada ainda maior da economia. O ano de 2023 foi muito bom para Santos. Geramos empregos, com saldo positivo de carteira assinada. Houve grande movimentação na área do comércio, do turismo, com novos empreendimentos sendo lançados. Isso é fruto de investimento que é feito na Cidade, em pavimentação, drenagem, estação elevatória, conjuntos habitacionais, equipamentos nas áreas de saúde e educação, além de mais investimentos na área da segurança. O desafio é o de manter a qualidade de vida e, ao mesmo tempo, diminuir a desigualdade social, para que essa condição seja atingida por todos. O senhor mencionou a segurança. Quais as ações feitas e quais são planejadas? Segurança é um pacote de ações. E vou começar pelo resultado: Santos está entre as cidades com menor número de criminalidade no Estado, comparada com as de mesmo porte (segundo o Índice de Exposição aos Crimes Violentos, elaborado pelo Instituto Sou da Paz, com base em números de 2022 da Secretaria da Segurança Pública do Estado, o Município foi o mais bem classificado entre os nove da Baixada Santista). Cito como exemplos o Réveillon, evento em que a gente reúne mais de 1 milhão de pessoas na areia da praia. Nos dois últimos, zero ocorrência, porque fizemos um trabalho de inteligência com a Guarda Municipal junto com a Polícia Militar, agindo de forma preventiva, organizada, e isso é positivo, principalmente para uma cidade turística. Armamos a Guarda Municipal, (...) aumentamos o número de veículos, incluindo drones. Usamos, inclusive, dois drones integrados ao Centro de Controle Operacional (...). Trabalhamos com as polícias Militar, Civil, Federal, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil, ou seja, um grande núcleo de segurança de maneira global. Hoje, Santos tem quase 1,8 mil câmeras. E a Câmara aprovou, agora, um empréstimo: vamos comprar outras 2 mil câmeras, mais do que dobrando a quantidade e que vai permitir a ampliação do uso da inteligência como forma de aumentar a segurança. Temos parceria com o Governo do Estado, por intermédio das polícias Civil e Militar. Ano passado, o governador (Tarcísio de Freitas, Republicanos) se comprometeu a aumentar o efetivo de Santos, com a formação de novos PMs. No fim do ano, uma boa parceria com a Marinha: a volta do grupamento de fuzileiros navais, com 56 militares, e que vai chegar a 158. É importante para a segurança do território nacional, mas, principalmente, no combate ao tráfico de drogas e ao contrabando de armas, causa principal da criminalidade no Brasil. Outro setor igualmente importante é a saúde. Quais as ações que destaca e quais estão sendo planejadas? Tudo é muito complexo e não depende às vezes de uma obra. Então vou destacar que, no ano passado, fez dez anos do programa Mãe Santista (que acompanha a mãe e o bebê, do pré-natal ao segundo ano de vida da criança), com o menor indicador de mortalidade infantil da história de Santos: 7,6 (por mil nascidos vivos). Essa é minha maior conquista na área da saúde: a diminuição desse índice. Vamos entregar agora na próxima semana a primeira policlínica do Estuário. Em abril, a primeira policlínica do Dique da Vila Gilda, algo que me orgulha muito. São investimentos que a gente faz o tempo todo. Durante a pandemia, tomamos medidas sanitárias difíceis, mas conseguimos ampliar o número de leitos de UTI, de 120 para 460. Não pudemos evitar todas as mortes, mas ninguém morreu por falta de atendimento. Na educação, o ensino em tempo integral tem sido prioridade. Que outras ações estão no radar? A gente investiu na compra de escolas, reformamos e ampliamos outras. O exemplo é o Andradas, que recebe a terceira unidade. Vamos entregar em breve o Azevedo Júnior no São Manoel. (...) Não tenho dúvidas de que chegar à meta de atender 75% das crianças da rede em período integral é garantia social de segurança, de um futuro melhor. A sociedade mudou. Antigamente, os jovens e as crianças saíam da escola e iam para a casa da mãe e do avô. Hoje, as pessoas trabalham até mais tarde, as mulheres conquistam mais espaços e há pessoas trabalhando, até, em uma idade mais avançada. Nesse contraturno, damos aulas de Cidadania, na área da Cultura, da Saúde, da prevenção, tecnologia, educação financeira, formando um jovem mais capacitado ainda, com uma visão mais global para o mercado de trabalho. Qual mensagem o sr. deixa para a população santista? Trata-se de uma população que tem, na sua essência, a inovação, porque Santos é uma Cidade acolhedora. Ela acolhe o novo. Foi assim com o Porto, em que acolhemos pessoas de outras partes do mundo e culturas, que formam a cultura santista. É uma Cidade que tem bons índices, mas nunca vai estar pronta porque não existe cidade pronta no mundo. Os desafios são enormes, mas a gente precisa ter coragem (...) para fazer projetos inovadores, como o Parque Palafitas e o Parque Valongo. Não é fácil ser gestor público. No Brasil, as leis e a burocracia não trazem a velocidade que a população quer em termos, inclusive, de qualidade de serviços. Mas a gente tem trabalhado bastante porque a Cidade dá respostas. O diferencial de Santos é que ela é uma Cidade muito bem constituída, com instituições muito fortes: universidades, as associações de categorias, de classes, os sindicatos, você tem esse parque que envolve o Porto, as fundações. Ou seja, é uma cidade que tem na participação, nos seus conselhos, uma forma democrática de trabalhar. Esse é o maior valor da Cidade de Santos: é inovadora, trabalhadora e democrática.