[[legacy_image_179765]] A relação de Santos com o café é intensa, e não é de agora. Pois a Cidade que ama a bebida viveu um sábado de celebração. A 4ª edição da feira temática Mercado Coffee, em homenagem ao Dia Nacional do Café, celebrado na última terça-feira, levou ontem um aroma todo especial às ruas do Centro, atraindo cerca de mil pessoas, segundo a organização. “Eventos como esse têm um peso enorme, justamente para fortalecer o comércio do Centro e atrair o público para circular, consumir e contribuir para o desenvolvimento da região central histórica”, afirma a secretária municipal de Empreendedorismo, Economia Criativa e Turismo, Selley Storino. O bulevar da Rua XV de Novembro, em frente ao Museu do Café, foi o palco da homenagem. Em mesas, fãs da bebida apreciavam atrações músicas e, claro, desfrutavam de bons goles. Do lado de dentro, oficinas levavam ao público detalhes e segredos que vão além de uma simples xícara. É o caso do encontro promovido pela consultora de cafés da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abrics), Eliana Relvas. Ela deu dicas e receitas sobre a melhor utilização do café solúvel, aproveitando sua versatilidade. “Nossa ideia é desmistificar um pouco o café solúvel, mostrar que a gente pode criar diferentes processos com ele”, afirma. No menu, bebidas, cappuccinos com ervas e especiarias, chocolate branco, café e um toque de licor, além de pipoca com café e caramelo. “A gente só faz café para quem gosta da gente. Em tempos de WhatsApp, uma ligação é um gesto de amor; e em tempos de cápsula, um café também é”, define Eliana. Manteiga de caféUm passeio pelo bulevar da Rua XV de Novembro permitiu ver que o café vai muito além da bebida no copo. Ele está presente em artigos de madeira, pães e bolos e uma saborosa manteiga. “Nossa produção é artesanal, caseira, e tinha que colocar no cardápio produtos com café. A gente já tinha um bolo, de cacau com café, e pensei: o que o pessoal gosta de comer na feira de café? Eu faço pão e resolvi criar a manteiga”, explica Carla Regina Ferreira, da Cesta Básica Artesanal. Ela conta que fez vários testes até chegar no ponto certo, nada enjoativo. “Também é perfeita para acompanhar um pão na chapa”. E quando a madeira do pé de café também propicia produtos que cabem em qualquer espaço decorativo? Entre xícaras, pires, dosadores e até mordedor para pets, a versatilidade é comprovada. “Em uma semana, a gente produziu 600 copos. Não consigo fazer estoque. À medida que vamos fazendo, os produtos são vendidos”, conta Thiago Wulfert, que estava entre os expositores. Alessandra Almeida, diretora-executiva do Museu do Café, comemora a realização e mais um Mercado Coffee. A possibilidade de atrair fãs da bebida e mostrar a importância dela para a economia reforça a política de reposicionamento institucional da entidade. “O café proporciona esta interação social. Hoje, a gente está com esse resquício da pandemia, mas estar com o Museu aberto, falar de café, proporcionar informação e experiência aos nossos visitantes... O café é muito mais que uma bebida”, resume. Para ela, o objetivo é manter o espaço integrado com toda a cadeia produtiva. “Estamos escrevendo a história dos próximos 100 anos. Santos e o café são conectados”.